Quinta-feira, Dezembro 03, 2009

Igualdade


Penso bastante na justiça e igualdade.

No modelo actual social e económico que temos é praticamente impossível podermos dizer que há igualdade entre pessoas.

Logo à partida quando se nasce não se é igual.

Ou se nasce num local público ou privado, ou se tem roupa cara, ou não se tem nada para comer... as diferenças sociais e económicas dos progenitores tem uma influência à partida que é marcante.

Verdade seja dita, se alguém trabalha uma vida inteira não é também justo que possam dar aos seus descendentes uma vida melhor?

Acho que embora seja um principio que me parece lógico... se trabalhei uma vida inteira os meus descendentes poderem ter melhores condições, é o principal que vem a destruir logo de inicio as bases da igualdade... e que tal um mundo que dependesse muito mais de nós mesmos logo à partida?


Parece uma ideia comunista. No entanto, a ideia comunista, "tudo é de todos", não funciona muito bem... numa sociedade há todo o tipo de objectivos. Se existe quem é obcecado pelo sucesso profissional e decida a sua vida inteiramente a isso, existe também quem prefere trabalhar metade do tempo e viajar o resto...

Será válido classificarmos estas pessoas a um nível profissional/remunerativo igual? Parece-me duvidoso.

A segunda coisa prende-se com o "todos" e com o facto de geralmente um individuo sozinho ser esperto, mas um grupo desses mesmos indivíduos tender a ser mais burra no colectivo. Assim as decisões de massas para além de logicamente complexas possivelmente não serão as mais correctas.

Já pensei várias vezes num sistema ideal em que qual decisão a tomar apareceria num ecrã no nosso telemóvel ou computador, e diríamos sim ou não e a decisão seria tomada... mas verdade seja dita, quantos de nós após 10, 100, 1000 decisões começaríamos a puramente nem pensar no que votávamos.

A democracia actual nisso é bastante inteligente, ao usar a massa para escolher lideres que tomam decisões. A possibilidade de tomar decisões pouco reflectidas do grupo, por exaustão, esta limitada.

Mas mesmo ultrapassando isso, caso pensássemos na decisão, será que seriamos sempre qualificados para a tomar? Imaginemos que a decisão de ligar o acelerador de partículas que tanto se fala estava nas mãos do povo português. Seriamos qualificados para percebermos o que se fala ali?

Será isto falta de igualdade, ou capacidade de aceitarmos qualificações diferentes?


Pensando que é a segunda, concentrei-me então no que seria mesmo criar uma sociedade mais justa, neste sentido.

Parece-me lógico que a grande diferença a nível nacional e ate mundial provém da educação. Ela é a base de tudo. No entanto, logo à partida quem nasce numa familia pobre tem muito menos probabilidades de estudar numa boa escola, ou chegar à universidade.

A ideia de nascer e a partir dai, académica e profissionalmente os progressos dependerem exclusivamente de cada pessoa parece-me o objectivo mais justo.

Como fazê-lo?

O problema divide-se em vários sub-problemas: (qualquer um pode ser questionado na minha análise)

1º Uma família com elementos com alto nível de educação, pela sua postura e educação podem mais facilmente conduzir a uma tendência de estudo.

2º A capacidade financeira é decisiva no local onde estudam, e no apoio.. seja de material ou aulas extra.

A única maneira que vejo de criar isto é fazer depender as hipóteses exclusivamente de cada pessoa.

A capacidade académica seria a única decisora no local e tema do estudo pretendido... como separar isso da possibilidade financeira de cada família previamente... é uma questão interessante.

Embora com muitos problemas, interessante seria todas as familias contribuirem com uma percentagem dos ganhos igual para um bolo comum, que apoiaria os alunos. Cada aluno poderia escolher escola e receber uma percentagem do "bolo" consoante a sua capacidade académica.

Multiplos problemas surgem.. como a influência externa, (explicadores, ou ambientes familiares por exemplo)...

...mas também é apenas um pensamento...

La bella Roma!


Ver mapa de Roma maior


A nossa viagem...
...em modo digital!

Segunda-feira, Novembro 30, 2009

Roma


La bella italia...

...andiamo!

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Recomeçou?



Depois de em 2007 ter entrado num circo surrealista da comunicação social, começando pelo convite do Expresso (onde publicaram um artigo meu) passando pela entrevista da RTP (para o Jornal) e por um convite para escrever um livro de uma editora (que recusei) e terminando...pensava eu..., no convite para um debate na Rádio Clube Portugal, (que também recusei)... hoje, 2 anos depois, foi a TVI...

Sim.. novamente queriam entrevistar sobre o tema escutas telefónicas.

É incrível o que uma pequena apresentação que por algum motivo o Google mantêm a "pairar" entre o primeiro e terceiro resultados desde 2007 consegue fazer as maiores agências de comunicação social querer entrevistar um perfeito desconhecido.



Deixa também no ar a verificação que eles fazem, ou tentam fazer da capacidade de alguém para falar sobre um tema... será que o Google Rank já é uma medida da avaliação disso do ponto de vista deles?

Resta dizer que amavelmente recusei...

...os meus 5 minutos de fama foram em 2007, TVI... foi por pouco!

Domingo, Novembro 08, 2009

Ídolos


Não percebo, sinceramente não percebo.

Já não tenho paciência para mais ídolos bullshit... e não me entendam mal, eu até gosto de programas onde se tenta encontrar talento.

Achei que o Britain's Got Talent em cada edição foi melhorando, duma maneira brilhante... e que realmente, o que mostravam, era maioritariamente o talento.

Era isso que era focado, as pessoas que, passando ou não à próxima edição, mostravam alguma coisa... e não a malta a levar com um não humilhantemente humorístico

Depois olho para a SIC e só vejo passar a humilhação e falta de talento... dizem que é uma espécie de entretenimento.

A mim soa-me aquele fase da vida escolar onde os "bullies" mandam e o resto da malta é gozada, excepto as misses e os bad boys que são "os fixes".

Para brincar e ouvir cantar mal vou ao Karaoke com amigos, e rimos-nos em conjunto.


Mais uma vez devo ser eu que estou mal...

...linchamento nacional de sonhos de gente que (pensa que) sabe cantar é que divertido, hooray!

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Strike 3, you're OUT!



Quem se lembra do velhinho Napster?

A luta global das editoras contra a partilha na internet começou ai... pela primeira vez esqueceram os gravadores de K7, VHS e mais tarde CDs...

Começou uma guerra, com motivos, de parte a parte mas que nunca irá dar bons resultados... para cada medida punitiva haverá 20 maneiras de escapar... isso nota-se bem, afinal a guerra ainda dura e não parece ter fim à vista!

Acho que o medo das editoras de morrerem ainda não as fez perceber que... a internet é o futuro. Plain and simple.

A Apple foi a primeira empresa que teve essa visão e a concretizou... a loja de música!

Percebendo que não pagar nada é obviamente injusto, mas que nunca deixará de existir essa opção, parece-me que os big players estão a ir pelo sentido errado...

Face it, you can't win this fight! Adapt!

A medida mais inteligente, embora complexa, de todas seria existe uma taxa de internet acrescida. Quando comprava-mos um plano de dados, no contracto haveria a hipótese de pagar mais 10-15€ por mês o que tornava legal tudo o que fizéssemos download (ilegal)... a complexidade da medida era a divisão do dinheiro pelos artistas etc. Mas tendo em vista o que estão a gastar neste momento em dinheiro para combater os downloads ilegais.. até diria "it's a piece of cake"!

Quem não pagasse e sacasse, tinha então medidas punitivas, tanto podia ser o "strike 3" que a Europa infelizmente parece estar a adoptar e que diz que se fores apanhado a sacar 3 vezes, após os 2 primeiros avisos por carta, à 3º é cortado o acesso à internet automaticamente, sem ser necessário autorização de um juíz.

Ora bem, para deixar de sacar.. corta-se a net!

Como é que nunca pensei nisso...

...Para não roubar, corta-se as mãos, faz sentido! :-D

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

The Invention of Lying



Muitas vezes perguntamos-nos como seria se não houve mentiras...

Este filme dá uma visão muito interessante, e que faz pensar sobre o que é não existe mentira.. e sobre se ela é necessária ou não.

Neste filme, um homem, apenas um homem no mundo sabe mentir e aprende isso apenas a meio da sua vida...

Neste filme conseguimos ver as situações constrangedoras que evitamos com as "mentiras simpáticas" tornarem-se reais numa normalidade do ingenuamente verdadeiro, que se transforma no cómico pelo genial Ricky Gervais.

Vemos as pessoas num estado mais natural, ou menos socialmente convertido, como se aqueles momentos em que em crianças olhamos fixamente para uma pessoa com alguma deficiência ou dizemos "ele é gordo" tornarem-se banais.

Temos as situações caricatas em que dizemos coisas do foro intimo que nunca revelaríamos...

Percebe-se por ele que a mentira, mais que uma opção pessoal, é uma escolha social, que é usada na generalidade para evitar situações consideradas inconvenientes.

Se os meios justificam os fins... cabe a cada um julgar... eu diria que não, mas não sou ninguém para o dizer sendo que eu próprio o faço.


Viver neste mundo seria ao primeiro olhar muito "violento"...

...mas acho que preferia viver lá...

Domingo, Novembro 01, 2009

Vilões




Há um diálogo do Matrix que nunca esqueci, enquanto o Neo conversa com o Arquitecto...

"The Architect: The first Matrix I designed was quite naturally perfect, it was a work of art, flawless, sublime. A triumph equaled only by its monumental failure. The inevitability of its doom is apparent to me now as a consequence of the imperfection inherent in every human being. Thus, I redesigned it based on your history to more accurately reflect the varying grotesqueries of your nature. However, I was again frustrated by failure. I have since come to understand that the answer eluded me because it required a lesser mind, or perhaps a mind less bound by the parameters of perfection. Thus, the answer was stumbled upon by another, an intuitive program, initially created to investigate certain aspects of the human psyche. If I am the father of the Matrix, she would undoubtedly be its mother."


Nesta frase o arquitecto explica ao Neo porque é que ele vive numa simulação imperfeita, onde morrem pessoas, onda há injustiças, onde nem toda a gente é ou pode ser feliz...

É curioso que pode parecer uma afirmação apenas cinematográfica.. mas a verdade é que parece-me que é muito mais.

Desde pequenos adoramos ver desenhos animados... curiosamente em quase todos, pelo menos nos que geralmente tem mais sucesso, existem sempre dois lados, um branco e um preto (como diria o Locke), uma força boa e uma má a lutarem.

Existe sempre um vilão, e um herói.

A existência de um herói necessita da existência de um vilão, sem um vilão ninguém seria herói.

Vemos aqueles desenhos animados, e identificamos-nos com o herói, (espero eu, uma identificação contrária pode ser... complexa), queremos lutar com o vilão, e ganhar.


Porque existirá esta necessidade tão primária de haver um lado branco e um preto...

... e será que ela existe mesmo?


Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Amas realmente?



Hoje numa formação conclui que o meu desvio predominante de personalidade é o paranóide, seguido do obsessivo-compulsivo com um toque de fóbico.

Ironicamente baste certo com a filosofia de focar um inimigo para o fortalecimento da equipa de Carl Schmitt, que percebi que muitas vezes seguia (e que já tinha falado aqui).

Também percebi que provavelmente comecei por ter predominância de fóbico, passando depois a ter predominância de obsessivo compulsivo e por fim cheguei aqui.


Tocamos também na nossa limitação social lógica do amor.

Social e racionalmente limitamos o máximo de amor que temos por alguém, isto é, se podemos amar 100%, sendo que isso é deixar tudo por esse amor, viver para ele, por ele, ser o centro da nossa vida, darmos a vida por ele se for preciso... hoje em dia consideramos isso um exagero então limitamos essa capacidade para 80, 70, 60, 50%...

É fácil perceber que não chegamos aquele topo, porque se uma relação de 100% terminasse, passaríamos a odiar essa pessoa, segundo Sigmund Freud, duma maneira tão forte e intensa como a amávamos... aquele ponto em que em vez de darmos a vida por ela, apetecia mata-la.

Não chegando a esse ponto, Sigmund Freud diria que nunca amamos realmente.


Obviamente foi uma protecção nossa, social, racional... é curioso pensar nisto.. de como cada vez mais diminuimos as nossas capacidades, quase sempre propositadamente...


Diríamos que é para sermos mais saudáveis... talvez, mas será que também não é isso que está a levar a relações menos fortes, mais levianas que acontecem cada vez mais...



Por hoje chega de psico-análise...

...mas lá voltarei!

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

Marketing



O pensamento que retenho de hoje, é algo que já tinha estudado e percebido.

O marketing responde a necessidades das pessoas...



...não as cria.