sábado, setembro 17, 2005

Fanatismo ou fé?

Muitas vezes tenho alguma dúvida ao ver certo actos ao defini-los como fé ou fanatismo, até porque normalmente o julgamento de opinião sobre isto define-se pela sociedade onde estamos inseridos, e estando contido numa sociedade é algo difícil alienar-me... de qualquer maneira tentarei partilhar um pouco da minha reflexão sobre isto enquanto estava num momento de pausa e reflexão em Fátima..

A verdade é que me faz alguma, (BASTANTE), confusão os "sacrifícios", leia-se promessas, que algumas pessoas fazem para algo se realizar, ou por algo que se realizou...

A relação Deus-Pessoa que sempre conheci não é uma relação comercial, do tipo, olha Deus eu agora vou andar 100km de joelhos, a pão e água, destruir-me fisicamente... mas depois tu tens que me deixar rico ou curar a minha tia-avó!

Pessoalmente, e nisto reforço o PESSOALMENTE, acho isto algo ridículo.. se temos pernas para andar, qual o sentido de ir ao drástico de fazer uma peregrinação de joelhos. Bem isto cria outra questão, será que vale a pena fazer mesmo peregrinações?

Sinceramente, eu acho que vale, mas sendo que considerando a nossa saúde física e psicológica, e andando, ou por gosto pelo andar, (não acho que seja das melhores opções), ou então para chegar a algum sitio, (não só fisicamente, mas fazer uma reflexão e tomar consciencia de várias coisas durante a peregrinação física.. até porque, andar moderadamente faz bem)!

Um exemplo que acho brutalmente educativo e que me fez reflectir imenso foi quando num campo de férias me deixam a bastantes quilómetros do sitio de campo, mais 4 pessoas, com um cantil, sem dinheiro, sem comida e com um mapa com as indicações de às 20 horas (isto começou cerca das 10 horas da manhã), teríamos que estar no campo, mais tardar, e teríamos que percorrer pelo menos 5 horas de caminho a pé...

Ter que pedir comida pelas casas, sentir o não de barriga vazia e exaustos, junto com o desprezo ou a frieza das pessoas, ou então o oposto, a oferta do seu próprio almoço para dar aqueles "peregrinos", (nós).. a oferta de trabalho em troca de comida, ou pedir boleia na estrada para tentar avançar um pouco e chegar a tempo...

Passar para "o outro lado", deixar de sermos nós a quem as pessoas pedem, mas sermos nós a pedir foi uma grande lição de vida! Neste caso acho que a peregrinação foi justificada, não foi um negócio, não foi uma promessa, foi só uma lição diferente na sala de aulas da vida.

Mas retomando o assunto inicial... qual é a barreira lógica e que distingue a fé pura e dura do fanatismo religioso?

Quais são as atitudes que transformam a fé em fanatismo?

Serão as peregrinações "de mutilação ao corpo", regadas com hipocrisia o fanatismo da nossa cultura?

5 comentários:

Anónimo disse...

As peregrinações são ridiculas. No entanto, as pessoas fazem-nas, não para agradecer a deus, mas para pagar uma promessa. Seu corno.

NeTeInStEiN disse...

Em que é que isso as torna diferentes?

aprendiz disse...

Há várias maneiras de se dizer as coisas! Essas dividem-se em dois grupos. Um inteligente e outro nada inteligente, pra não lhe chamar tantas coisas que me ocorrem.

Pena que haja tanta gente a deixar-se ir pelo segundo grupo e sempre da maneira mais fácil! Anónimamente....

Até porque muitas vezes trazem pontos de vista interessantes! E é uma pena a forma como perdem credibilidade.

Anónimo disse...

De aprendiz tens muito pouco. Não consegues diferenciar a inteligência da boa educação/formação. Mais um corno.

Anónimo disse...

Very pretty design! Keep up the good work. Thanks.
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