sábado, fevereiro 25, 2006

Kinsey



Achei muito curioso este filme, não pelo assunto de que trata, "sexo" mas pelo modo como o aborda, ou melhor como Alfred Kinsey o aborda, de uma maneira que poderiamos chamar inovadora, e genial ou completamente idiota conforme os pontos de vista.

O rompimento com as normas morais da maneira como Kinsey o fez cria sempre uma revolta da parte da sociedade mais conservadora, no entanto, e embora o veja como um extremista em certos pontos, a verdade é que os benefícios e avanços na área da sexualidade trazidos por ele são inegáveis.

Achei curioso como temas que nos anos 30 e 40 eram extremamente polémicos, ainda hoje são temas sensíveis na nossa sociedade... masturbação, sexualidade, fidelidade... tudo isto são temas ainda de muito interesse, embora já se fale mais abertamente, o tabú ainda existe...

A visão de humanos como simples "animais" foi algo que achei extremamente interessante de ser abordado, isto é, na área especifica da sexualidade. Na verdade, cada vez mais cientistas tem este tipo de abordagem, em áreas até completamente diferentes; por exemplo na inteligência artificial, um dos investigadores mais famosos disse há algum tempo ironicamente: "A única diferença entre um ser humano e uma lagosta é que a lagosta é mais saborosa".

Até que ponto somos racionais e não somos segundo termos de inteligência artificial "Agentes Puramente Reactivos" ou dito em linguagem comum, animais que reagem simplesmente a estímulos...

Se pensarem bem, todas as nossas reacções tem um motivo... seja válido ou não ele existe, ninguém simplesmente faz alguma coisa por fazer.. seja ela soliedaridade ou um atentado.. tudo tem um motivo que se acha correcto ou inevitável por trás.

Na verdade deveremos estar mais próximos de "Agentes Reactivos com Memória" ou seja, vamos aprendendo com o passado, e tendo reacções que variam ao longo do tempo apesar de serem causadas por estímulos iguais.

Uma amiga à algum tempo dizia que se recusava a acreditar nisto, porque achava que era limitativo.. eu hoje contra-argumento e digo:

"Se formos agentes não reactivos, ou seja, se agirmos sem algo que nos impulsione então estamos no risco de termos acções despropositadas, inúteis ou simplesmente desconexas com a realidade. Podemos ter reacções complexas as estímulos, (leia-se também percepções), no entanto, são reacções... A limitação está em tomarmos reacções já tomadas por outros, ou reacções que não exigem esforço da nossa parte.. como ver alguém cair e não ajudar... se a nossa reacção for diferente, a limitação é a imaginação."

Voltando a Alfred Kinsey, achei especialmente impressionante a cena em que ele deixa de lado o conceito de fidelidade física junto da sua mulher e do seu assistente... o que mais tarde junto de outras pessoas se mostra uma má opção porque gera conflitos..

Não é coisa que pessoalmente gostasse de seguir como filosofia, mas achei interessante o modo como ele encarava a fidelidade, amor, sexo e o próprio ser humano.

Romper preconceitos é algo díficil de conseguir, Kinsey foi um hábil mestre nisso, e nisso posso dizer que o admiro.

3 comentários:

aprendiz disse...

Aqui vai a o que penso =)

Bjinhos*

Advocat disse...

Cada blogger nomeado tem de enumerar cinco manias suas, hábitos pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de tornar público o conhecimento dessas particularidades, terão de nomear cinco outros bloggers para participarem igualmente no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs, aviso do "recrutamento". Além disso cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blog.

Aceitas o desafio?

Anónimo disse...

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