terça-feira, dezembro 26, 2006

Crescer...


Hoje ao relembrar um livro que ofereci, estive a pensar sobre o crescimento...


É engraçado como nascemos, focados em nós mesmos, o mundo, o universo somos nós, choramos quando temos fome, alguém prontamente nos alimenta, choramos porque estamos sujos, alguém trata disso... rimos quando alguém nos diverte, a fazer caretas à nossa frente... o centro do mundo somos nós, é facto!

Vamos crescendo, e mais ou menos rapidamente, (se tudo correr bem, ou pelo menos acho que positivo), vamos desfocando.. ou seja, deixamos de ser o centro de tudo, deixamos de ter de ter sempre toda a atenção do mundo, e que reclamavam caso não a tivesse..

Deixamos de reclamar por estarmos aborrecidos ao estar numa fila de pessoas para almoçar...

Provavelmente, as vezes, deixamos de todo de estar aborrecidos, porque temos a cabeça a pensar em mil coisas enquanto estamos ali à espera...

Vamos tendo apenas um grupo de pessoas próximas às quais de facto "exigimos" atenção, a atenção necessária para nos sentirmos bem, são aqueles que mais tarde percebemos que são realmente os nossos amigos... e claro à nossa família próxima.

Começamos de facto a ver que o mundo vai muito para além de nós, que existem milhões de pessoas, que são tão importantes como nós, muitas das quais são mais inteligentes, outras mais ricas, provavelmente muitas mais pobres... mas isto não interessa nada, porque deixamos de ter a necessidade de ter tudo o que vimos na TV, ou o que os nossos amigos têm...

Começamos a ter realmente a noção que o importante são as pessoas... percebemos o voluntariado, experimentamos, vemos que é das melhores sensações... ajudar alguém...

Crescemos e deixamos de ter necessidade de ter um carro igual ao do vizinho, porque o importante não é isso... não é necessário para nós sentirmos integrados, para nos sentirmos ao nível das outras pessoas, para não nos sentirmos abaixo de quem tem.

Percebemos algumas das coisas mais difíceis: que cada um de nós tem um lugar na sociedade, e talentos para o exercer, o gosto ao fazermos aquilo que gostamos mesmo é indescritível.

Finalmente, sentimo-nos bem, estamos lado a lado com as outras pessoas, continuamos a ter um mundo interior talvez, onde somos senhores e mestres, mas é um mundo que temos consciência que é um resto de criança em nós, e no mundo real, somos e tratamos todos como iguais independentemente do que tenham ou sejam...



Nascemos no centro...

...e crescemos ao integrar o circulo do mundo!

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