segunda-feira, julho 31, 2006



Apresento-vos eu próprio e a minha língua.
Não me lembro há quanto tempo não tirava(m) uma fotografia à minha pessoa. Acho que a última foi com a minha ex há muitos meses atrás.

Hoje sinto-me extremamente cansado e por isso não irei partilhar mais nada convosco, caros leitores.
Acho que preciso de um dia ou dois inteiros a dormir para recuperar!

Tolerância



Ultimamente tenho dado comigo a pensar que ando a perder a imensa tolerância que tinha, (ou tenho?)...

Sempre me considerei uma pessoa calma ao extremo, e com uma tolerância face a qualquer situação fora de série, e sempre achei que isso eram virtudes que me caracterizavam quase mais do que qualquer outra.

Não sei se pelas situação de liderança a que cada vez mais estou a ser exposto se pela mudança de atitude, tenho sentido que as vezes ando a perder a paciência, e por anexo a tolerância... paciência com atitudes que para mim são incorrectas, para com críticas que acho ofensivas, para com pessoas que acho que erram sistematicamente...

Tenho algum receio disto, acho que estou a falhar e a regredir... estou a tornar-me num líder à custa disto, coisa que nunca desejei, para mim ser líder nunca foi impor, mas mostrar ao grupo a melhor opção sem nunca mostrar ou ter falta de tolerância.

No entanto a maneira mais fácil é mostrar-mo-nos fortes de opinião o que faz com que a nossa liderança do grupo nunca seja posta em causa, pelo menos até chegar ao ponto em que o grupo em massa se manifesta contra o líder.

No entanto acho que mesmo estando sobre pressão acho que não devia ter seguido, mesmo que incoscientemente, esta opção, é provavelmente a mais fácil e a mais lógica segundo o contexto, mas não é a que eu quero.

Depois de tomar consciência...

...é agora altura de mudar!

domingo, julho 30, 2006

Férias...



Férias...

Uns dias de praia, uma casa cheia de amigos...

Diversão, trabalho, riso, mais riso e muita cumplicidade!

Entre telefonemas anónimos de um rapaz apelidado de "Zé" até amigas invisíveis como a "Petra" foi a total surrealidade em 5 dias...

Assim vale a pena estar de férias! :-)


Ps: Welcome back nobody :-)

Pontos

É complicado, não sei bem como começar.
Primeiro gostaria de agradecer ao "leitor" que tem comentado os meus posts desde há uns dias, o que me surpreendeu e alegrou.
Em segundo, aos leitores que mesmo sem comentar, apreciam o que eu e o Pedro escrevemos.

É bom haver um feedback quando exteriorizamos. Quer seja através de comentários, quer seja de conversas, quer seja de uma resposta na vida real. Sentimo-nos bem quando somos apreciados, e eu estou-me a sentir assim mesmo.

Confesso que também gosto de ler os teus comentários, caro "leitor", extendes-te ao ponto de passar de um simples comentário a um texto elaborado com um significado e que vale a pena responder com a maior alegria.

Ainda hoje estava a conversar com uma amiga minha e disse-lhe que tinha-me surgido a vontade de escrever novamente, mais e melhor, porque enfim, finalmente, tenho quem leia e goste, com quem partilhar sentimentos e pensamentos.

No teu comentário enumeras várias situações em que o amor é partilhado, e eu, há uns anos atrás, escrevi num caderno que entretanto perdi o rasto, um dia de amor perfeito. Em traços gerais reunia tudo o que eu gostava de fazer, como gostava e em que ambiente surgia. Talvez um dia encontre e copie palavra a palavra o que escrevi na altura.

(Espero que em breve encontres alguém com quem partilhar os teus sentimentos, pensamentos e desejos mais íntimos e te sejam correspondidos, honestamente).

Retiro de ti que és uma pessoa culta, que gosta de ler e fundamentar opiniões e apresenta boas sugestões. Já estou a tratar de ver o filme que me foi sugerido, bem como anotado o livro. É bom ter visões das coisas de vários ângulos, e não só do nosso.
E para isso também servem os comentários, consigo meter-me no teu lugar e falar de mim para mim e compreender o que dizes e sentes. É importante!

Eu explico, a situação de ontem foi uma pontual, é verdade que não preciso de enfrascar-me, e geralmente não sou pessoa para isso, no entanto às vezes é necessário um pouco para me libertar e rir, porque rir é saudável e por vezes não vejo muitos motivos, e assim encontro-os mais "facilmente".

(Uma pequena nota, tal como o Pedro, também eu adicionei um link na zona ao lado para contacto através de msn. Espero que não o usem para meterem em mailing lists porn se não torna-se chato e vão rolar cabeças e eu não queria que isso acontecesse eheh).
(Isto não é directamente para ti, caro "leitor", mas para qualquer pessoa que queira por exemplo; acho muito boa a tua postura de anonimato, e até era engraçado que a conservasses).

Hoje não tenho muito a dizer sobre coisas, contudo nos tempos futuros irei tentar dispesar-me um pouco pelos meus pensamentos e elaborar leitura de (mais) qualidade sobre temas actuais, contorversos ou banais. Não prometo, mas tentarei.

Entretanto (gosto muito de usar esta palavra), hoje dedici deixar a timidez um pouco de lado, calhou bem, foi um incentivo a conhecer nova gente.

Espero que este post não tenha sido aborrecido, ainda que dirigido maioritariamente a uma única pessoa, que mesmo sem conhecer, por ela já tenho apreço.

sábado, julho 29, 2006

Ao comentador(a) do meu último post..

Boa tarde/noite comentador(a) do meu post.
Gostei de ver que às três da manhã alguém ainda se interessava por boa leitura.
Provavelmente foi para ver o que o neteinstein andava a escrever e não eu, espero não ter causado decepção.

Bom, partindo do princípio, sejamos francos connosco mesmos, amar e sentirmo-nos amados enche-nos o coração de tal forma que, depois de termos, se ficamos sem ele, provoca um vazio enorme.
Por um lado dou-te por feliz por ter conhecido o amor, realmente ter feito amor com uma pessoa, sentir que quem está connosco está de "corpo e alma" e no fundo é preciso sempre haver esse complemento.
Posso estar a parecer um pouco feminino, no entanto sou uma pessoa bastante "emotiva" (digamos), e sente muito o que se passa à sua volta. Fico feliz quando o ambiente que me rodeia está bom, fico triste quando o ambiente é mau, mas quase nunca o demonstrando (quer uma quer outra).

Seguindo, por outro lado, conhecer o amor faz-me perceber o quando sinto a sua falta, e isso, quer eu queira admitir ou não, quero sempre encontrar quem me faça feliz.
Efectivamente não quero estar só, mas também não quero estar acompanhado só por estar. Quero alguém que me faça sentir bem comigo mesmo e me faça acordar com um sorriso e ter gosto em viver.
Muitas vezes isso escapa-me de manhã, e depois acaba por ser só mais um dia em que não sinto emoção de viver, e isso faz-me falta.

Adientando, cresci muito com as duas relações amorosas mais importantes da minha vida, que de resto já passaram, mas fez-me ver como nada consegue ser perfeito, há sempre pormenores a emendar e pequenas coisas que ninguém dá importância podem acabar com uma relação.
Eu sou ciumento, e ainda não aprendi a lidar muito bem com os meus ciúmes.
Consigo controlar-me, mas cá dentro fica uma espécie de bomba que só tem vontade de explodir.
Enfim, tenho que aprender, é só mais um pormenor, mas que pode acabar com a relação de uma pessoa, especialmente porque eu tenho um jeito inato de dar cabo de coisas!

Isto é mais como que um desabafo do que propriamente um texto de leitura de qualidade, no entanto tento exteriorizar e só lê quem quer e não acha maçudo.

Quanto ao meu trabalho, realmente é deveras aborrecido muitas vezes, contudo alguém tem que o fazer e neste caso, tenho que ser eu, se não vou para o olho da rua :)

Bom meu caro (ou minha cara), espero não ter-te aborrecido com isto e prometo que vou tentar que os meus próximos textos sejam de algo realmente útil e bom de se ler!

Agora vou sair, enfrascar-me, fazer e dizer palhaçadas a ver se animo um bocadinho, o que também é necessário.

quinta-feira, julho 27, 2006

Foi diferente

Apeteceu-me, hoje, escrever algo aqui.
Tenho algumas saudades de uma pequena divagação pelos meus pensamentos mais demorados.

Acontece sempre que tenho uma miúda do meu lado, afasto-me dos pensamentos mais negativos. Por vezes acho que a minha felicidade vem de ter alguém ao meu lado, e mesmo que tenha outras coisas na vida, não me sinto feliz.

Há uma noção corrente na minha mente, que passa pela felicidade só ser atingida quando sinto um quente no peito, um nervosismo miúdo quando vou para a encontrar, um enorme sorriso quando pela primeira vez a vejo, um sorriso continuo enquanto estamos e sei lá.

Há tantos factores que influenciam a felicidade de uma pessoa, coisas pequenas que no fundo são grandes e contribuem grandemente. O simples factor da minha pequena e linda gata ronronar ao pé de mim faz-me sentir cheio, ser reconhecido por algo bom que faça, conquistar objectivos, fazem parte, mas não me sinto completo.

Adiante, este ano estou em grande, mas na minha opinião continuo a crescer como pessoa, o que só favorece. Entretanto tenho grandes objectivos, quase inalcançáveis.

Bom, e agora vou guardar isto porque no fundo, no fundo, estou no trabalho e estou aborrecido.

domingo, julho 23, 2006

Conversas de café



Gosto de ir ao café...

Não por beber café (que não bebo), não por sair de casa, mas pelas conversas agradáveis que por vezes encontramos quando vamos com amigos...

Hoje tive uma conversa muito agradável. Fiquei a reflectir, e depois de algum tempo aqui a pensar ficaram-me algumas conclusões algumas directamente pela conversa, outras indirectamente...

Hoje fiquei a pensar no nível de exigência que temos nas coisas que fazemos e percebi a hierarquia que tenho, sub-conscientemente sobre o que faço...

Primeiro que tudo, tento ser compreensivo, pela situação, para com as pessoas, para com o objectivo final. Nem sempre vemos tudo o que se passa, logo daí compreendo que tenho que ter algum tacto para com as pessoas com que lido.

Segundo, (talvez último), tendo ser exigente ao máximo, não vale a pena fazer uma coisa se não nos dedicamos ao máximo a ela... é um bocadinho, "o sim ou sopas"... para mim não faz sentido fazer alguma coisa sem ser a 100%, seja uma coisa "em grande " ou algo insignificante.

Acho que é das pequenas e insignificantes coisas que se fazem coisas grandes, e é exigindo de nós próprios e em seguida dos outros, (para mim esta ordem é essencial), que alguma vez vamos conseguir algo que nos ultrapasse... e cresça por si.


Acho que foram estas as "regras" que sempre segui desde que lidero pessoas, seja nos projectos que tive "virtualmente" seja nos "não-virtualmente"...

Compreender, exigir, vencer!

Será este o meu mote?

sábado, julho 22, 2006

Prioridades...



Hoje vi este filme...

Confesso que me fez alguma confusão o inicio, não por ser mais ou menos explícito, mas pela filosofia de vida da personagem principal...

Como ela dizia "I don't understand how you can trade sex by love..."

A vida dela corre ao sabor do sexo, com um, com outro...

Isso simplesmente faz-me confusão...não (só) pelas doenças com que joga à roleta russa... mas simplesmente porque é algo que seria incapaz de fazer, sexo para mim é consequência... consequência de uma relação, consequência de confiança, consequência de amor... confesso que não acho que deve ser forçosamente "só depois do casamento" acho que deve ser quando as pessoas em consciência acharem que deve ser, sabendo que a relação não está a ser construída apenas para o "agora" mas para o futuro.

A relação física é um desenvolvimento de uma relação, é uma das partes do todo, ou seja não faz sentido desenvolve-la sem as restantes partes... acho que quem o faz acabará mais tarde ou mais cedo por gostar de alguém e pela filosofia de vida, deixa de saber lidar com esse sentimento e embora sinta falta da pessoa.. não faz ideia como lidar com isso...

Curiosamente o desenvolvimento do filme leva-nos a uma visão extremamente curiosa... após se apaixonar por uma das pessoas com quem teve sexo, e até quase morar com ela, não resiste e afasta-se para a vida que levava... e quando se aperceber ainda tenta voltar.. mas é já a outra pessoa que não deixa...

E o tempo passa...deixa de conseguir ter prazer ou conseguir estar bem com o estilo de vida que levava...

Vive frustrada sem saber o que fazer com aquele sentimento novo, que afinal nunca tinha sentido... até ali tinha sido só a luta pelo prazer.

E o filme culmina em algo que achei que passa uma mensagem interessante: um abraço carinhoso e um beijo... sem sexo, só com um olhar de duas pessoas que realmente gostam uma da outra...


Engraçado como somos tão adultos em algumas coisas e tão pouco noutras...

Custou-me um bocado a ver de inicio, mas até valeu a pena pelo fim.

Mensagens subtis...

quarta-feira, julho 19, 2006

Surpresa!



SURPRESA!

É mesmo bom ver um amigo apanhado por uma surpresa preparada por nós...

Sorrisos...

Vale sempre a pena o "trabalho"!

segunda-feira, julho 17, 2006

Patinho feio



Quem é que já não se sentiu assim?

Especialmente na adolescência, ou mesmo quando crescemos e vamos ou estamos em algum sítio onde realmente ninguém parece ligar-nos a minima atenção...

Quando há vedetas, e sentimos que somos apenas uma sombra...

Quando temos aquelas crises de *toda a gente é melhor que nós*... ou então temos algum ídolo e realmente achamos que nunca seremos como ele...


E em certos momentos passamos a ídolos... a nossa memória rapidamente apaga-se, deixamos de nos lembrar que é mau ficar à sombra de alguém, que as vezes é importante não falar apenas com quem gostamos mais ou nos damos melhor... ficamos meio cegos pelas luzes da ribalta... e tão tentadoras que elas são...

E a partir desse momento fazemos tudo para não sair da luz, ficando viciados no seu efeito... estar entre amigos e ter todos com atenção apenas a nós, fazendo-os rir por exemplo...


Aprendi que isto embora até possa parecer, não é díficil...

Díficil sim, é termos a consciência do que realmente se passa à nossa volta... que um amigo nosso esta a rir mas precisava mesmo era de falar connosco... que um amigo está menos bem, porque não passar-lhe as atenções, mostrar-lhe que também ele é capaz de fazer rir, e que as pessoas estão ali capazes de o ouvir por toda a noite...


Crescer é ver que somos capazes de mover o mundo, mas que o mundo não está centrado em nós...


No fundo, sou um patinho feio, mas com orgulho, um perfeito anormal, alguém que diz o que ninguém está à espera, que consegue ser o centro das atenções, mas que muitas vezes o deixa de ser por achar que é a melhor opção...

Patinhos feios.. somos todos... para cisne basta-nos ter a luz das atenções, e rapidamente as nossas penas mudam do preto da sombra, para o branco da luz... e sorrimos por dentro, "afinal também sou capaz"...

Mais do que com confiança, tem a ver com atenção...

Distinguem-se as pessoas pela atenção com que estão quando estão no "ascendente" cisne...

Mais do que com beleza, ser cisne é conseguir passar alegria às outras pessoas...se estão com alguma dúvida pensem se as pessoas que gostam mais são as maiores top models do mundo ou se são as pessoas com que vocês vão quando estão mais tristes...

Confesso que tenho alguma necessidade às vezes de ser cisne para ter atenção... mas tento nunca esquecer o meu lado de patinho...

Vale a pena ser patinho feio!

sábado, julho 15, 2006

Voei...agora fui projectado...



Como o juízo é pouco e a pancada muita...

Lá fui eu para "O meteorito" ser projecto a 96Km/h e chegar aos 4.5G...

"Oh diabo..."

E pronto, tive aquela experiência de por 1 segundo apagar... e depois sentir-me no ar, e às voltas...

Resumindo, foi do caneco :-P



Acho que nunca vou ganhar juízo...


sexta-feira, julho 14, 2006

Curiosidade do dia



Toda a gente já deve ter reparado naquele número atrás do BI...

Normalmente diz-se que é o número de pessoas em Portugal com o mesmo nome - MITO.

Como também há quem diz que é mentira, mas poucas pessoas provavelmente já vós explicaram o que é realmente, assim, deixo aqui a explicação breve:

"Cada Bilhete de Identidade tem um número de identificação (na parte de trás, no canto superior esquerdo) e que se mantém inalterárel ao longo da vida do indivíduo (mesmo que o BI seja renovado por causa de outros motivos como, por exemplo, a mudança de estado civil ou de residência).

Dada a importância do BI, é imprescindível que a transmissão deste número decorra sem erros. É este o principal objectivo do algarismo de controlo* que se encontra à direita do número do BI, num pequeno quadrado. Note-se que, quando estão em jogo números tão grandes ou maiores que os do BI, a probabilidade de uma pessoa se enganar ao transcrevê-los não é assim tão desprezável. A solução ideal seria escrever o número do BI num computador (algarismo de controlo incluído) e este verificar se o número de BI com aquele algarismo de controlo é válido ou não. Se não for, ou houve engano a escrever o número ou o BI em questão é falso.



Como se determina então o número de controlo do BI?

O algarismo de controlo do BI é um algarismo que é calculado a partir do número de identificação do seguinte modo:

9x1 + 8x2 + 7x3 + 6x4 + 5x5 + 4x6 + 3x7 + 2x8 + C = 0 (Mod 11)

onde C é o algarismo de controlo, x1 é o 1º algarismo do número de BI, x2 é o 2º, x3 é o 3º e assim sucessivamente. Aos números de BI que tiverem menos de oito algarismos, deverão ser acrescentados os zeros necessários à esquerda do número, até este perfazer oito algarismos. Por exemplo, o número 123456 deve ser encarado como 00123456.

Note-se que estamos a considerar a Aritmética Modular e não a aritmética usual.

De qualquer modo, C é o número que somado a 9 x1 + 8 x2 + ... + 2 x8 dá origem a um múltiplo de onze, ou seja, o número C é escolhido de modo a que 9 x1 + 8 x2 + ... + 2 x8 + C dê resto zero quando dividido por onze.

Mas afinal que valores pode tomar este algarismo de controlo? Uma vez que estamos a considerar a divisão por onze, temos que o algarismo de controlo pode tomar o valor 0 (quando a divisão de 9 x1 + 8 x2 + ... + 2 x8 por onze tiver resto zero), o valor 1 (quando a divisão de 9 x1 + ... + 2 x8 por onze tiver resto 10), o valor 2 (quando a divisão tiver resto 9) e assim sucessivamente até chegarmos ao número 10 (que é atingido quando a divisão tiver resto 1).

Surge então um problema: pretende-se um número de controlo que seja composto por apenas um algarismo (0, 1, 2, 3, ..., 9), mas este pode tomar onze valores distintos, ou seja, 0, 1, 2, 3, ...9, 10. O que fazer então? Uma das soluções possíveis é a aplicada pelo ISBN (International Standard Book Number) - o número de identificação de cada livro e que usa um sistema semelhante ao do BI, apenas trocando a ordem dos pesos de cada algarismo - que é substituir o número de controlo 10 pela letra X (que significa 10 em numeração romana).

Deste modo, consegue-se usar apenas um caracter para cada número de controlo e onde dois controlos diferentes são perfeitamente distintos (parece uma condição óbvia, mas vamos ver à frente que, se calhar, não o é assim tanto).

E no BI? Qual foi a solução encontrada? A utilização do X, em vez de um número, em certas pessoas (cerca de 9% da população) deve ter sido visto como um possível acto discriminatório (a sorte é que os livros ainda não protestam...) e portanto resolveu-se pura e simplesmente cortar o algarismo um ao número dez, ou seja, todos os BI´s que deveriam ter número de controlo dez passaram a ter zero.

Com esta opção torna-se impossível distinguir (pelo menos apenas por observação directa) quem tem o número de controlo zero de quem tem o controlo dez.

E assim foi por água a baixo a utilidade do sistema de controlo que se pretendia implementar. Para quê alguém pedir o algarismo de controlo se este está errado em 9% dos casos?

Se pensar um pouco, repara que nunca ninguém lhe pediu este seu algarismo... a não ser quando vamos revalidar o BI, no impresso para o efeito... E este defeito no algarismo de controlo também se verifica no Número de Identificação Fiscal (NIF), uma vez que o sistema utilizado é exactamente igual ao do BI."

Informação retirada daqui.


Incrível como até uma coisa que podia ser útil, conseguimos tornar tão inútil...

Passemos agora a espalhar a verdade...

quinta-feira, julho 13, 2006

Comodidades...



Hoje fui ver este filme...

Quando entrava para a sala de cinema pensava que iam ser mais umas horas, bem passadas, com pessoas de quem gosto, a ver um filme que me faria rir, e que no "The End" tudo acabaria bem, como é "suposto" em Hollywood...

Foram realmente horas bem passadas com pessoas de quem gosto, mas o filme fez-me refletir sobre o valor que damos aos pequenos pormenores...

Às coisas do dia-à-dia que nos fazem que nem damos conta, mas que fazem tanta diferença... ao "lavar da roupa", ao passar dela, ao ter comida no frigorifico aparecendo, mais ou menos, "magicamente" lá... normalmente nem notamos que estas coisas foram feitas, nem que teve de haver alguém a preocupar-se em faze-las ou o trabalho que isso deu...normalmente não lhe damos grande valor até porque são pormenores... mas se uma delas falha notamos de imediato... talvez até resmunguemos...

Curioso como precisamos que algo corra mal para percebemos o que estava bem...

Mais do que como é dito no filme, considerar alguém "um dado adquirido", para mim esta falha que, pessoalmente, acabo por ter muitas vezes, e que a partir de agora vou tentar por tudo colmatar, tem a ver com deixar de reparar...

Deixar de notar quando alguém diz que gosta de nós...

Deixar de notar quando alguém nos dá um mimo...

Deixar de notar quando alguém precisa de nós...

Deixar de nos "auto-avaliarmos" ao fim do dia...

Deixar de abdicar de algo que gostamos, simplesmente para fazermos algo que outra pessoa gosta...

Deixar de nos por "no lugar da outra pessoa"... ter uma visão parcial, que vale muito pouco...


Deixar de ter aquele brilho nos olhos quando vemos alguém, tal qual criança...


É fácil tornarmo-nos egocêntricos e nem notarmos... como sempre a sinceridade é o grande trunfo, para ouvirmos e dizermos e percebermos que afinal, quase nunca o nosso ponto de vista é o único que existe...


Estarei muitas vezes a "dormir acordado"?
Espero que não...

segunda-feira, julho 10, 2006

Memórias...



Andava eu a ler o blog de um amigo quando me deparo com este post...

Não poderia estar mais certo, nem eu o diria melhor...

...esta viagem mudou o mundo!

quinta-feira, julho 06, 2006

Mitos...



É engraçado a quantidade mitos que numa era, alegadamente moderna, ainda alimentamos...

O mito do garrote é o que mais me *fascina* porque é alimentado por milhentas séries e filmes na televisão... ferida no braço, pumba garrote...ferida na perna, pumba garrote.. acredito que em situações especificas até pode fazer *algum* sentido (isto é se for aplicado por um *médico*)... mas naquelas situações específicas é ridículo...pergunto-me para quanto um garrote no pescoço após uma ferida na cabeça...

Mas este é apenas um entre milhentos... ainda há o mito alimentado pelas próprias bombas de gasolina que falar ao telemóvel pode ter efeitos adversos quando se está numa bomba de gasolina... já estou a imaginar um terrorista... um miúdo de 5 anos com um telemóvel na mão a dizer "Ateste.. senão expludo com isto tudo!"

É o mito que cortar o cabelo depois de uma refeição faz mal...

É o mito que o e-mail "X" do messenger é um vírus...

...é o mito da fotografia que apanhou fantasmas...

...ou do novo produto utilizado por raptores que se encontra em todos os supermercados...


São às centenas de mitos que nos chegam todos os dias por email...

Mais giro são aquelas correntes de e-mail, "Se não enviares a 50 pessoas vais cair dum precipicio, bater 30 vezes com a cabeça, e chegas lá abaixo e um camião atropela-te...", ou então, "Se enviares isto a 50 pessoas empresa X vai salvar os cães pardos do Tibete", ou melhor ainda, "Se enviares a 10 pessoas e depois carregares CONTROL, vais ter a resposta à adivinha"...

Enfim, é a "diversão" do nosso século que arranjou o meio de comunicação ideal... a internet...

Existem até sites de gente que se junta para inventar mitos e depois envia-os por e-mail e "concorrem" entre si para ver qual chega a ser mais popular...ou espera, será isto também um mito?


Eu cá vou estando atento e informando-me para distinguir os mitos da realidade, porque me faz confusão alimenta-los.

É o disse-que-disse dos nossos tempos...



Ps: Achei curioso partilhar com vocês um texto que goza um pouco com estas coisas.

Ps2: Ainda achei este site que tem uma lista vasta dos mitos que circulam pela net.

quarta-feira, julho 05, 2006

Herói


Sempre tive vontade de ser herói...

No início pela glória, para ser no fundo vedeta...seguindo a ideia "para que serve a vida de um homem se ele não a marca a história"...

Depois de algum tempo...

...pelo acto, para salvar alguém, com mais ênfase alguém importante para mim... pela atitude louvável, misturado, confesso, ainda um pouco, com a tendência para fazer algo "notável"...

Agora questiono-me... mais pelos motivos do que pela intenção...


Ser líder implica conseguir viver com más opções que influenciam várias pessoas... e especialmente com tomar as opções certas, não para ter notoriedade... ou fazer por a conseguir, mas por que é certo e isso basta.

Tanto ou mais do que responsabilidade, implica humildade...


Terei essa nobreza?

segunda-feira, julho 03, 2006

Lost



É se um dia ligasses a TV e surgisse uma série igual a um livro que idealizaste há uns anos atrás?

O destino prega-nos algumas partidas...

Esta até foi engraçada :-)

Que "Lost" tenha muito sucesso!

domingo, julho 02, 2006

Opiniões...



Há algum tempo aprendi a prestar tanta atenção à minha opinião como à das pessoas próximas, pois é através da opinião delas que vejo outras perspectivas para além da minha perspectiva limitada.

Espero continuar a ter sempre esta lucidez...

sábado, julho 01, 2006

Pensamento do dia




Se o conhecimento da humanidade aumenta a cada dia, como é que ainda não aumentamos os 12º anos de estudo, (mais universidade)?