sábado, setembro 30, 2006

Steve Jobs




Acabei ontem de ler este livro...

Confesso que foi daqueles livros que me vidrou, queria lê-lo de uma só vez...

Podem até estranhar esse meu fascinio, porque não sou dos "seguidores" da Apple, e pouco conhecia sobre Steve Jobs, mas à medida que fui lendo o livro, e "via" os anos a passarem a as coisas fantasticas que Steve Jobs consegui, ainda mais, como as conseguiu queria ler mais, queria saber "o fim da história".. mesmo sabendo que tal não existia pois felizmente Steve ainda está vivo e traça os rumos da Apple, e da Pixar.

Mas adiante.. a verdade é que pelo pouco que sabia de Steve Jobs, tinha já ouvido falar dos seus "métodos incomuns" do eterno "rebelde" de t-shirt e calças de ganga que chegou, viu e venceu... a verdade é que esperava um líder à medida do que considero um líder "exemplar"... uma pessoa tolerante, que dá espaço à criatividade, que ele próprio "vive" de rasgos de criatividade, criando o ambiente ideal para os grandes génios... um pouco o lema de nem sempre o dinheiro é o mais importante e a valorização das pessoas e do seu trabalho.. claro que criticando quando este não vai no sentido correcto.


Tive um grande "choque" com o passar das linhas ao "conhecer" um Steve Jobs altamente autoritário, que usava as pessoas e suas ideias para o que lhe dava jeito, dizendo que eram suas... ainda mais espantando fiquei ao compreender que apesar de tudo isto e de muitas pessoas se afastarem dele porque já não conseguirem suporta-lo, que ele passo-a-passo tinha sucesso, muito devido ao trabalho dos que estavam ao seu lado, mas também sempre com a sua marca, e com o seu carisma que conseguia estimular as pessoas a trabalhar ao seu lado, fazendo-as acreditar no que ele acreditava, mesmo que isso fosse para todas as outras pessoas que viam, impossível...

Era o sonhador misturado com o ditador... uma mistura que nunca vi, e que confesso que me faz imensa confusão...

É a pessoa que necessita de ter as atenções e a glória para si...

É o líder que não estava à espera de encontrar...


No entanto os resultados são indiscutíveis, ele teve sucesso... ele é um gestor de sucesso... no entanto os motivos por trás disso são discutíveis. Confesso que pelo que li sobre ele, percebi que teve muito mérito pelas suas ideias exímias de design, mas acabou por ter uma filosofia que conseguia "afastar" dos cargos de poder as pessoas que não lhe interessavam, e de se apropriar das medidas que elas tinham tomado antes quando assumia certo cargo.


A verdade é que Steve Jobs chocou-me por ser um miúdo rebelde, que fazia o que queria, quando queria, acompanhado de quem queria...

Uma das provas disso é que ainda jovem, convenceu os pais a inscreve-lo numa faculdade que não tinham posses para pagar e passado algum tempo desistiu de estudar.

A sua rebeldia que se tornou em carisma acabou por marcar tudo à sua volta, e torna-lo num verdadeiro icone, depois de ser afastado da Apple, empresa que tinha fundado, pela sua personalidade, fundou a NeXT e comprou de seguida a Pixar, esteve com ambas à beira da falência, mas sem nunca desistir delas, também motivado pelo seu orgulho que não lhe permitia falhar depois de ser afastado da Apple...

Ironicamente, a própria Apple comprou a NeXT e salvou-o da falência, enquanto a Pixar em sociedade com a Disney mostrava ao mundo a nova onda de filmes animados... voltou a mostrar a sua personalidade quando conseguiu afastar o CEO da Apple que o tinha trazido de volta à empresa aquando da compra da NeXT e conseguiu imediatamente ser nomeado CEO...


E assim renasceu o ícone, magnata do cinema, dos computadores e mais tarde com o nascimento do iPod e iTunes da música...

A mágia de Steve como muitos dizem é conseguir concentrar um grupo de pessoas e faze-las acreditar no que ele acredita... e conseguir de facto concretizar o "sonho" com essa motivação.

É curioso ver como alguém que foi repreendido no inicio da Apple pelo CEO da altura por não tomar banho, alguém que não aceitou inicialmente a paternidade da própria filha ou que tinha relações humanas tão frágeis...alguém que usava um grande amigo e mais tarde outras pessoas menos próximas....chegar mais longe do que todos os outros.

Pouco percebe de software, mas tem ideais e consegue transmiti-los aos seus empregados para que eles, os génios da programação e hardware consigam concretiza-los.



What's next Steve?



Confesso que mesmo assim, nunca trairia a confiança de alguém para ter sucesso, o mundo dos negócios é duro, mas as minhas convicções ainda são mais.

Admiro o Steve pela sua visão, mas não pela sua liderança... é um génio, mas não o líder que com gostaria de trabalhar.

Aprendi algo, de facto mais do que o nosso entendimento, para líderar é preciso apenas a visão de futuro, e mais do que tudo a transmissão de sonhos... fazer alguém acreditar que o sonho é possível é a "arma" mais poderosa de todas.

Aprendi acima de tudo, que apesar de ele ter o nome e o carisma, os outros génios, maiores ou menores que ele, estiveram sempre na penumbra, a avançarem em passos gigantes com software, hardware, música e cinema!


Sonhar e acreditar...

...é afinal é a maior visão de todas!

terça-feira, setembro 26, 2006

Formalidades


As vezes fico espantando com a quantidade de formalidades que as culturas usam e acabam por tornar necessárias para a vida em comunidade.

Fui-me apercebendo desde há algum tempo que há formalidades que eu não dava muita importância mas que podem realmente fazer diferença a algumas pessoas, desde o cumprimentar com a mão, forte ou fraco, ou não cumprimentar, desde o beijo na bochecha aos dois beijos, ou mesmo à forma como me visto ou como deixo as pessoas se dirigirem a mim.

A verdade é que se os primeiros exemplos são de cumprimentos, afectividade, e apreço pelas pessoas, gestos que com o passar do tempo aprendi a discernir que são úteis para darmos a perceber aos outros sentimentos nossos, os últimos são de imposição de estatuto, e esses sim fazem-me extrema confusão. Adoro perceber que sou valorizado independemente do que visto, e sim apenas pelo que faço.

Ultimamente tenho estudado gestão, em particular gestão de empresas, grupos e equipas, e tal como eu previa em Portugal, infelizmente a mentalidade no sentido do respeito dentro de um grupo ainda está bastante atrasada... numa empresa a maior parte das vezes ainda precisamos de vestir o "fatinho" e de sermos o "Sr. Dr. Eng." para que haja respeito perante os restantes empregados.

Isso faz-me uma tremenda confusão...

Saber que em grande empresas como a Google ou a Apple em geral podemos andar de t-shirt e calças de ganga e tratar por "tu" não é nada de estranho, mesmo entre pessoas com estatutos dentro da empresa diferentes... o estatuto e respeito não se "mede" pela "distância" psicológica que temos da outra pessoa, podemos ser grandes amigos e mesmo assim termos estatutos diferentes, tratarmo-nos por tu, e mesmo assim um obedecer ao outro.

É estranho perceber que em muitas empresas portuguesas devido à cultura actual isto é virtualmente impossível...

Foi testado à pouco tempo numa empresa portuguesa o modelo de ser "obrigatório" todos os membros tratarem-se por "tu"... passado um mês todo a administração da empresa teve que ser substituida porque a empresa já estava segundo as palavras deles "uma bandalheira".

Senti-me bastante mal... de viver em Portugal um pais que gosto, mas que tem estas atitudes que tanto me entristecem...


Mesmo sendo assim, acho que nunca vou deixar de remar contra a maré, de mostrar que independentemente de tratarmo-nos por "tu" o respeito, advém sim, do respeito e admiração pela pessoa em si e pelo que fez, criou, imaginou ou simplesmente pelos seus ideais... que o que vestimos nunca nos distinguirá para melhor ou pior... a cultura dos valores acima das aparências e das formalidades instituidas.

Felizmente tive experiências e tenho agora professores, (que trabalham à muitos anos em gestão), que me ajudaram a ver que o que eu acreditava não só é possível como é funcional e poderá ser o futuro.

Será que será a geração actual a mudar esta mentalidade...

...ou continuaremos na idade das aparências?


Ps: Citando um dos meus professores em algumas frases que não tem só a ver com este assunto, mas que tenho bastante presentes que me fizeram pensar bastante:

"A liberdade dentro de uma empresa é essencial. A curto-prazo uma empresa sem liberdade pode ter sucesso mas a longo-prazo não o terá".
(Referindo-se a liberdade social, e liberdade para ter pausas por exemplo de 10 minutos durante o dia para ir ao ginásio, que se encontra, por exemplo, dentro da empresa)

"Não existe uma formula para a criatividade, existem sim ambientes propícios a ela. Não existe formação para A+B = ideia criativa, mas existe a possibilidade da fomentação de um ambiente onde é bastante mais fácil o aparecimento delas."

"A função mais nobre de um líder não é mais que formar outros líderes."

segunda-feira, setembro 25, 2006

Pensamento do dia


Todos os trabalhos que não envolvam inovação, são no fundo, autómatos finitos determinísticos ou não-determinísticos, ou seja, podem ser eventualmente substituidos por máquina(s) de Turing, ou vulgarmente chamando, computadores.

domingo, setembro 24, 2006

Design


As vezes nem percebemos o quanto o bom design influência a nossa vida...

Estamos tão habituados aos livros de instruções que achamos perfeitamente normal ter que ler um número infinito de páginas para perceber a função xpto do microondas...

Eu próprio assim o pensava... afinal de contas, são coisas "complexas" foram precisos "Engenheiros" para as fazer, e anos e anos de evolução de tecnologia para fazer tudo aquilo que faz agora...

Mas invertendo o pensamento... quantas vezes precisamos de ler manuais de instruções para funcionarmos com um painel de um carro, ou a para abrir uma porta?

Parece uma comparação bastante parva hum?

Então quantas vezes precisaste de ler o manual para usar o rádio do carro? Ou a televisão? Ou mesmo abrir uma porta dum edificio que não conhecias?

Provavelmente nenhuma...


Agora estás provavelmente a pensar... "claro são coisas simples"...

Não é exactamente por isso, mas também não deixa de ser verdade.. normalmente a facilidade com que usamos as coisas tem a ver com o número de funções que estão atribuidas a cada "botão" por exemplo, ou se o botão muda de função em algum momento, ou os interfaces que são suficientemente intuitivos para se conseguir utiliza-los sem nunca ter usado nada igual antes e sem precisar de manual.

Normalmente quem nunca pensou nisto está apenas atento a número de funcionalidades, " o meu despertador tem alarme, toca piano, da música, da para telefonar, e enviar faxes... há e tem relógio"... ficamos tão fascinados com a quantidade de coisas que aquela coisa pequena faz que nem pensamos que mais tarde nem vamos conseguir acertar as horas do relógio.. que afinal era aquilo que precisavamos.


Mas será que somos apenas nós a sermos iludidos pelas funcionalidades?

De todo! Podem-se conjugar bastantes funcionalidades num aparelho e ser funcional, mas para isso tem que haver um esforço e investigação não só aos níveis da implementação das funções, mas à interacção delas com quem as vai usar... lançar um produto de testes para ver que dificuldades aparecem na sua utilização por exemplo... e dai criar um produto final... ou ainda melhor, repetir o produto de testes, várias vezes.


A verdade é que agora têm na mente elaborados produtos com mil e uma funções... mas é simples mostrar com uma simples porta pode ter um design mau.. ou bom! Se reparaste todas as portas de emergência tem uma barra horizontal para empurrares, falo nestas portas porque provavelmente são as que mais ficam na mente, porque normalmente temos uma fechadura nas portas, e um puxador, são as portas mais comuns, de casa; Mas então num hiper-mercado ou outro edificio maior nunca se deparou com a questão "será esta porta para empurrar ou puxar?", e anda ali a tentar uma e outra coisa até dar com a solução?

Também não é verdade que há outras que mesmo usando-as pela primeira vez parece que são mais evidentes, ve logo que é para puxar ou empurrar? A verdade é que se esteve atento as que lhe parecem evidentes não são, (só), as que dizem, mas sim aquelas que quando é pretendido que se puxe tem uma barra vertical, e quando é pretentido empurrar uma barra horizontal (semelhante à das portas de emergência)... estarei errado?

Um exemplo de design mais complexo é o do movimento dos bancos dos (antigos?) BMW; Consiste numa pequena replica do banco do tamanho de um dedo na porta do carro, e ao empurrar uma das partes do banco para qq um dos lados, o banco real executa o mesmo movimento... nitidamente ninguém precisa de um manual... até parece obvio o design, mas a verdade é que chegar a ele não é minimamente obvio.. basta fazer um esforço para visualizar como seria um design mais pratico para algo do nosso dia que contemplasse todas as funções e não implicasse custos, (sim, porque isto para uma empresa é o mais significativo!).

Afinal de contas se o bom design fosse intuitivo, não haveriam produtos com mau design...

O esforço por um produto final vale sempre a pena, ou não fossemos nós mesmos...

...e o resto do mundo a acabar por usufruir duma boa invenção!

sábado, setembro 23, 2006

Uma pausa...


Passei alguns dias sem escrever, quem por vezes passa por aqui, os poucos ou muitos leitores mais ou menos assíduos que vou sabendo que tenho devem ter estranhado a minha ausência, provavelmente consideraram que tinha ido de férias.

Em parte foi verdade, passei 10 dias de férias, a acampar, em Agosto mas depois disso, já em Setembro voltei abanado por bastantes coisas que me fizeram pensar, e por vários dias tive necessidade de estar algo isolado a pensar exaustivamente no que se passava e no que me estava a perturbar.

Sentindo que o que iria escrever seria abalado por esse "algo" que me perturbava e valorizando muito mais a qualidade do que a quantidade, (leia-se qualidade algo que quando eu acabe de escrever goste, e não um post com qualidade verdadeira, porque esse dom não sei se tenho).

Sabendo que há por ai gente que lê este espaço meu, não achei justo para elas partilhar algo enravecido, aborrecido, ou simplesmente algo que mais tarde perceberia que foi um momento menos racional...

Assim, uma pausa no blog para meditar...

...foi a "solução"...



Mais do que uma justificação, este post, foi como todos os posts uma partilha.

domingo, setembro 17, 2006

Magia



Fui ao 10º Festival Internacional de Magia de Coimbra - Encontros Mágicos...

Confesso que já há algum tempo que não via magia, pelo menos, ao vivo isto é...porque tenho como passatempo navegar pelo metacafe e lá tem uns quantos vídeos de magia...

Não tinha muita noção do que iria encontrar, de facto, acabei por substimar o evento.. era em Portugal, era em Coimbra... era no Teatro Académico... a verdade é que via dificil a aparição de mágicos de alto gabarito... e dai tinha algumas, (grandes), dúvidas sobre a inovação dos truques.

Enganei-me bastante, acabou por ser uma agradável surpresa ver mágicos mesmo muito inovadores, e alguns também hilariantes a actuar... e ao contrário do que tinha previsto, mágicos de reputação internacional... para alegria do público, alguns dos melhores entre aquelas "estrelas" eram portugueses, porque afinal também somos capazes... (as vezes, ainda sou parvo de pensar que não)...


Enquanto estava deliciado a ver alguns deles pensava como a magia é uma coisa mesmo invulgar... de facto é a única coisa que me lembro em que realmente gostamos de ser "enganados".

A verdade é que isto é uma realidade bastante crua... na verdade não tomamos a mágia como um engano, mas como uma viagem aos nossos sonhos, ao mundo onde tudo é possível, onde há realmente magia, onde não crescemos...


Foi delicioso ver o brilho nos olhos das centenas de pessoas ali...


Ao contrário do fascinio que, muitas vezes, tenho em desvendar os truques, (algumas vezes consigo), que não me deixa concentrar no espectáculo montado, decidi deliciar-me com o que tinham preparado, e acreditar na magia...


Afinal a magia existe...

...basta olhar com outro olhar :-)


Ps: Obrigado pelo convite :-)

sábado, setembro 16, 2006

Relaxar...

Porque despertou em mim um riso, ou sorriso, não percebi bem...



Partilho com vocês este vídeo...

...excêntrico no mínimo :-P

quarta-feira, setembro 13, 2006

Comunicação



Ultimamente tenho escrito menos...

Mais do que uma reflexão é um facto, a verdade é que tive bastantes dias a meditar sobre várias situações, que se passaram comigo ou que eu vi...


Cada vez mais tenho tido situações desagradáveis, e totalmente evitáveis, porque falha a coisa que, as vezes, menos importância damos...a comunicação.

Presumimos que um amigo, um namorado, um pai, ou mãe, percebe por poucas palavras, (ou nenhumas), o que pensamos ou sentimos, porque na verdade isso acontece muitas vezes, e ainda bem que o é, pois é sinal que a pessoa nos conhece relativamente bem... infelizmente todas os casos bases tem excepções e este não deixa de as ter.

Falha a comunicação entre duas pessoas que não estão habituadas a que isso aconteça, porque qualquer motivo que seja, por cansaço, por falta de atenção, por temporizações diferentes (*)...

(*) uma das coisas que percebi é que sempre que uma falha acontece normalmente estamos em "tempos" diferentes, ou seja, uma das pessoas presume, por exemplo, que algo que se passa não é assim tão importante, enquanto que a outra toma como importante, dai cria-se uma diferença de prioridades que destabiliza a comunicação, não estão no mesmo "tempo".


Quando se entra nesse "fosso", é raro a vez que conseguimos ser directos, porque no fundo, temos percepções diferentes, e tendo essas percepções a própria percepção se o erro é nosso, ou da outra pessoa, torna-se dificil de discernir e a verdade é que também pouco importa.

A verdade é que estranhamos aquela sensação de inconforto, mas parecemos incapazes de a mudar, incapazes de ser totalmente sinceros, porque aprendemos que as vezes a sinceridade não é "simpática", e a "nossa verdade" não vai ser a verdade da outra pessoa... a comunicação já está a falhar, por isso, arriscar fragilizar mais é uma decisão que não queremos tomar.. quando no fundo bastava termos começado por aí...


A verdade é que no fim das contas, temos um grande fosso, que começou com apenas uma falha que nem sequer era um conflito, eram apenas visões diferentes possivelmente perfeitamente consiliáveis.


E pronto, dissecado o problema e a solução, fica a aprendizagem...


A verdade é que aprendemos a comunicar...

...comunicando!


Ps: Escrever tem algumas coisas boas, podemos passar uma mensagem após termos refletido na mensagem que estamos a passar... comunicação "ao vivo" tem a dificuldade da pouca noção que temos do que estamos a passar, no entanto, para assuntos sérios/delicados não prescindo dela, pois sei que a linguagem corporal, visual também me vai ajudar a passar a mensagem que pretendo, mais do que qualquer texto "sem emoções".

United 93



Há muito tempo que um filme não me abanava tanto, com o passar dos minutos surgia-me uma raiva pelas pessoas que estavam directamente a condenar de morte todos os passageiros de um avião...

Apercebi-me do medo, da raiva, da vontade de lutar que muitos americanos devem ter tido, e ainda têm... coisa que tinha percebido racionalmente na altura... mas emocionalmente nunca achei que iria sentir pela minha distância física e emocional.

A verdade é que com o passar de cada minuto, era perturbador para mim o desvio do avião, com cada pessoa a aperceber-se que não iria estar muito mais tempo viva... telefonar às pessoas próximas a despedir-se.. tentar ter um raciocionio claro com as informações que chegavam se tentar retomar o avião era uma boa opção...

Poucas vezes num filme me senti tão agustiado ao ver uma cena, especialmente por saber que aquele filme, mais ou menos real, tem provavelmente vários momentos que realmente aconteceram, e as decisões e agustias de fundo estão ali embutidas claramente...


Lutar...esperar para ver...telefonar às pessoas mais próximas...rezar...

Cada pessoa tomou a sua opção mas no fundo cada decisão ali teve interferência no grupo, se eu ia tentar reconquistar o avião, iria influênciar os outros, se outros iam e eu não ia, também influênciava...

Acabou...


Respirei fundo... e fechei os olhos, voltei a raciocinar.. a minha raiva emocional era exactamente aquilo que eu sempre achei que nunca se deve ter, ou pelo menos agir sobre ela... porque se assim for, somos nós mesmos a passar a ser terroristas, somos nós mesmos a ficar cegos, matando ou não pessoas, somos nós também a ser radicais...

Aprendi bastante... terrorista para mim neste momento não é ter morto alguém ou pensar em fazer um atentado...

É toda uma ideologia de acção por raiva, um pouco como somos crianças, um colega nosso deu-nos um pontapé, há os que choram, há os que fazem queixa... há os retribuiem com dois...


Perceber que retribuir os actos de violência é o primeiro passo para gerarmos mais violência é duríssimo, emocionalmente queremos ter o equilibrio, sentimos que falta as pessoas "pagarem" pelo que fizeram com o mesmo ou pior que fizeram.


Nesse momento os terroristas ganham...aprendi a lição...

...mas, infelizmente, estou a ficar menos calmo ou devo dizer "pacifico"...

domingo, setembro 10, 2006

7...



Bem, pelo menos original acho que sou :-P

Porque eu...

znl-gv Maria ;-)

sábado, setembro 09, 2006

Short Message Service



"Aoccdrnig to a rscheearch at an Elingsh uinervtisy, it deosn't mttaer in waht oredr the ltteers in a wrod are, the olny iprmoetnt tihng is taht frist and lsat ltteer is at the rghit pclae. The rset can be a toatl mses and you can sitll raed it wouthit porbelm. Tihs is bcuseae we do not raed ervey lteter by it slef but the wrod as a wlohe."

"Cnsoeuges lre etsa farse?"

Confesso que esta capacidade de com as letras completamente trocadas conseguirmos ler na mesma perfeitamente as palavras e sem grande dificuldade me fascina.

É curioso pensar que neste momento a geração mais "jovem" troca as letras em mensagens SMS, para, "ser mais rápido" ou "escrever menos" o que no fundo na maioria das vezes nem é verdade... mas não deixa de ser curioso como esta capacidade é neste momento explorada no dia-à-dia por imensa gente jovem.

O que terá feito despertar esta "utilização" em grande escala?

Terão sido apenas as novas tecnologias, SMS e Chat's, ou estaremos a expandir ainda mais a nossa utilização de partes do cérebro até agora pouco usadas por outro motivo?



Capacidade explorada, ou falta de cultura inacta...

...também posso ser eu a ficar velho e rabugento :-P

domingo, setembro 03, 2006

Etiquetas?



Confesso que não sou muito de seguir "chains" na net, mas esta vindo de um blog de uma amiga acabou por ser irrestível.

A explicação da "etiqueta" está aqui...

Estão então aqui as 6 coisas aleatórias sobre mim:

1. Para além da "casca" do meu ar extrovertido sou tímido.

2. Da-me imenso prazer escrever, especialmente quando há alguém a gostar do que eu escrevo.

3. A música nestes últimos anos, (viva o mp3), é bastante importante para mim, e irrita-me imenso quando ouço uma música que gosto na rádio ou na tv e não consigo arranja-la por não saber o nome.

4. Gosto imenso de animais, especialmente gatos (infelizmente agora não tenho nenhum gato).

5. Durmo sempre virado para o mesmo lado.

6. Sou algo viciado em algumas séries... leia-se Stargate (SG1 e Atlantis), e Lost.


Desafio estes 6 corajosos:
Sérgio Lopes
Ivo Reis
Luna
nobody (o meu companheiro de blog)
João
Missé

sábado, setembro 02, 2006

Reflexão...

Não é muito comum eu partilhar textos de outras pessoas, mas achei este tão invulgar que achei que valia a pena faze-lo...

"Our deepest fear is not that we are inadequate.
Our deepest fear is that we are powerful beyond measure.
It is our light, not our darkness that most frightens us.
We ask ourselves, Who am I to be brilliant,
gorgeous, talented, fabulous?
Actually, who are you not to be?
You are a child of God.
Your playing small does not serve the world.
There is nothing enlightened about shrinking
so that other people won't feel insecure around you.
We are all meant to shine, as children do.
We were born to make manifest the glory of God that is within us.
It is not just in some of us; it is in everyone.
And as we let our own light shine, we unconsciously
give other people permission to do the same.
As we are liberated from our own fear,
our presence automatically liberates others."

a return to love - marianne williamson

Achei este texto inicialmente num comentário deste blog (mais especificamente deste post) fui pesquisar no google para ver o autor e achei este url de onde tirei a versão "completa" também com a autora...


Faz bem refletir sobre os medos...

...para os ultrapassar!