quarta-feira, setembro 19, 2007

Relações

Enquanto andava a bloggar por ai, li este post:

CITANDO



Proximidade?

“I love him. I love him for the man he wants to be. And i love him for the man he almost is”

Lembro-me de ouvir isto numa sala de cinema… (há cerca de 10 anos atrás)!
Lembro-me de ser pequena...
Mas lembro-me bem da empatia que o filme (Jerry Maguire) suscitou em mim!
Não o voltei a rever mas é mesmo giro aperceber-me que ele foi um filme que “ficou” (não que seja um filme de topo, mas pela simplicidade) – não sei se hoje pensaria assim ao revê-lo mas acho que se o fizesse estaria demasiado influenciada pela memória que me deixou, no despertar das sensações do passado…
É que é basicamente isto! Amar pelo que o outro é, pelo que quer ser e pelo que quase é. Amar também no que falha portanto.
E dizem eles que um grande amor sobrevive à distância… Eu diria que um grande amor sobrevive à proximidade…
Gostaria de dizer que aprendi isto na tela de cinema, lembrando-me de Jerry Maguire…
Mas estas coisas não se aprendem assim!

FIM DE CITAÇÃO


Esta frase, "um grande amor sobrevive à proximidade" ficou na minha cabeça... achei curiosa, por não se ouvir frequentemente... pela sua invulgaridade...

Mas não ficou apenas por ser estranha, mas porque percebi o sentido dela.... de que é difícil conviver com alguém 24h/7 dias por semana... os defeitos aumentam dramaticamente, algo que numa pessoa "vulgar" é algo que nem ligamos, passa a irritar-nos... exigimos a perfeição, mas perfeição em relação ao que somos...

Acho que a grande diferença começa a ser a partir do momento que abdicamos de algumas coisas, e cedemos... e isto é mútuo... deixamos de ser perfeitos ao espelho... e passamos a ser humanos.

Subitamente vemos perfeição... perfeição na outra pessoa que viamos tantos erros.. perfeição, não por não errar, mas apenas por a conseguirmos aceitar assim, e não termos desejos de a mudar...

Aceitamos a outra pessoa, tal como ela é...

... finalmente percebemos o que é uma relação!

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