domingo, janeiro 13, 2008

Pintar... não é estragar!


Andava à dias frustrado...

Havia uma ideia que me tinha escapado, e da qual restava apenas a vontade enorme de a passar para "papel", (entenda-se papel virtual), e a frustração de não conseguir lembrar-me, e ainda por cima não ter apontado no meu novo caderninho (era um dos motivos mais fortes para o ter).

Mas numa conversa com uma pessoa 'gótica' lembrei-me!

No "pos-passagem d'ano" que tive vi algo que achei extremamente engraçado, e nada vulgar. Numa das casas em que estive havia uma parede para escrever e desenhar...

Sim leram bem, uma parede onde as pessoas que lá passam podem ir deixando mensagens e desenhos... como as pessoas tem essa liberdade acabam por se esforçar por fazer coisas mesmo interessantes e engraçadas.

Foi algo tão inesperado e tão engraçado que a primeira vez que olhei para a parede achei que era um desenho único, complexo e todo trabalhado...

A minha segunda ideia, algo ridícula, foi "quando eu era puto já queria fazer isto".. isto enquanto me ria sozinho e me lembrava dos riscos apagados por camadas sucessivas de tinta nas paredes da sala dos meus avós.

Conforme fui lendo, e rindo das coisas com piada, ou apenas sem nexo, e admirando os desenhos mesmo bons que lá estavam, alguns dos quais caricaturas de pessoas que tinha conhecido à não muito tempo, ia sorrindo por dentro, e admirando aquela brutal capacidade de ultrapassar as limitações do "vulgar"...

Por fim fiquei a pensar, "quando for grande...

...quero uma coisa daquelas!"

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