quinta-feira, agosto 28, 2008

Porque sou nerd...

...não posso deixar de partilhar com vocês algumas coisas nerds.


Ubiquity for Firefox from Aza Raskin on Vimeo.

Ainda instalei à pouco tempo, mas está a ser divertido e creio que pode ser muito útil.

Quando tiver usado à mais tempo talvez edite este post com mais feedback...

...por agora vou divertir-me a personalizar isto!


Ps: Quem quiser mais informação pode aceder aqui.

terça-feira, agosto 26, 2008

Irritado


Hoje estou especialmente irritado.

Ultimamente andava a pensar que era estranho já não ser amigo de toda a gente, e não ter conflitos.. mas já percebi definitivamente que não seria positivo se fosse assim, porque ia ter que me calar quando não devia.

Continuar a acreditar em pessoas que sistematicamente voltam a fazer coisas que me irritam é algo que não vai continuar muito mais tempo.

Já não estava assim irritado há muito tempo...

...

sexta-feira, agosto 22, 2008

Relação - Compromisso


Hoje depois de reler um texto que confesso não saber de quem é, que me enviaram, dei comigo a pensar em relações e compromissos.

A minha mente ia saltando por várias conversas, começando pelo momento em que no OrienTu conversamos sobre relações, até à conversa que tive com uma amiga minha à pouco tempo sobre o modo com tão diferente que ela encara as relações em relação a mim...

Lembrei-me particularmente da frase curiosa "abrir as portas ao amor" usada numa das conversas, que até ficou no ouvido de muita gente.

Lembrei-me de como a minha amiga me acusou de ser demasiado racional e não me deixar levar...

Depois de um turbilhão vivo de ideias relembrei o que significa uma relação para mim, especificamente de namorados:

- É gostar (muito) de alguém;

- Conversar;

- Mimar;

- Comprometer-nos a ser fieis e "fechar as portas ao amor", ou seja não estar aberto a outras pessoas, dado que já temos uma relação. Isto é, para estarmos abertos a viver outra paixão devemos antes estar descomprometidos.
A medida de acabar uma relação não deve ser se vimos alguém tremendamente bonito ainda agora na rua.. mas sim como está a relação... antes olhamos para dentro.
Caso não nos satisfaça é altura de pensar se vale a pena tentar continuar ou não... e só depois caso não seja, e passado a altura, sejam semanas ou meses, da carência é altura de abrir as portas...;

- Aprender a viver com os defeitos, porque embora alguém possa ter sido feito para nós, de certeza que os defeitos dele(a) não foram;

- Estar e (tentar) fazer estar alguém feliz;


Obviamente esta a minha maneira de ver...

... e não é de certo a maneira que todos gostam, (ou acham correcta)!

quarta-feira, agosto 20, 2008

Verdade

Já me tinha apercebido que não dizer a verdade, é muitas vezes mais confortável do que a dizer.

Nem precisa de ser nada de especial... basta não nos apetecer ir tomar café que as vezes quase automaticamente dizemos que nos dói a cabeça, ou que já estávamos deitados... e depois ficamos a pensar que não tinha mal nenhum ter dito a verdade... mas o automatismo da mentira foi mais forte.

Há dias vi na SIC um anúncio a um novo programa que me chamou a atenção, "basta responder a 21 perguntas de forma verdadeira e recebe-se um prémio"... fiquei curioso...

Achei no YouTube a versão americana, "Moment of Truth":



21 Perguntas, 1 concorrente ligado a uma máquina detectora de mentiras... e a família



Fiquei boquiaberto...

Nunca tinha realmente pensado o que aconteceria se realmente disséssemos sempre a verdade... as próprias pessoas que ouviam pareciam não estar preparadas...

Mais ainda com o que as pessoas estavam dispostas a expor num programa quando provavelmente nunca o fariam junto da família, num ambiente mais privado... soa a Big Brother da mente...

Pergunto-me se o espaço da mentira é mesmo necessário ou se é apenas o ambiente errado para ser verdadeiros...

O que aconteceria se fossemos sempre autênticos?

Será que é mesmo necessário o espaço de protecção pessoal da mentira ou é apenas um conforto supérfluo?

E tu...

...tens (muitas) coisas que não gostarias de ver reveladas?

Ps: Para perceberem mais o meu choque procurem por "Moment of Truth" no youtube e vejam excertos do programa para além da publicidade que pus aqui no blog...

domingo, agosto 17, 2008

OrienTu 08



Terminaram os 10 dias. Gosto de pensar que não terminou o OrienTu.

"O essencial és TU!"

Japão 1613

Eu Xogun, o generalíssimo do Japão fiz um convite a 42 pessoas espalhadas pelo mundo, e a 14 pessoas da minha corte para a festa de 10 dias que comemora os 10 anos de paz após a batalha de Sekigahara que marcou o inicio do período de Edo, nome da nossa nova capital.

57 pessoas que comemoraram por uma noite.

No dia seguinte a trágica destruição causada por um terramoto faria-nos reconstruir e repensar o que realmente era essencial. Quando já tudo parecia estável, a noticia chega que o resto do país está também em ruínas.. a decisão era óbvia enviar imediatamente as pessoas que reconstruiram Edo em tempo recorde para ajudar.

Serviram e partiram de novo, de regresso à capital, onde os espero orgulhoso e os recebemos orgulhosamente.

Toda a comunidade os recebe com alegria, e reflecte alegria que eles mesmos transmitem... mas pouco depois uma noticia inesperada, toda a corte está doente.. é necessário nomear pessoas para governar o Japão temporariamente...

Por 24h, 3 regentes e respectivas cortes gerem o destino do Japão...

A minha corte reergue-se e percebemos que depois de tudo isto é altura de definir o talento de cada um concretamente... esse talento é utilizado para alegrar um grupo também abalado pela tragédia que convidei à minha presença.

Depois de tudo isto, é altura do Japão se abrir ao mundo, e enviar os seus talentos para ajudar, tal como tudo começou, tudo acaba com uma enorme festa... cada um leva o seu talento, tal como o artesão tinha a sua especialidade.

O objectivo: Orientar a reconstrução do mundo, porque afinal...

o essencial (para isso acontecer) és TU!

sábado, agosto 16, 2008

Balão de ego


Algumas pessoas já me perguntaram porque faço voluntariado, nomeadamente Campinácios, a fase mais visível e talvez a única que realmente faço consistentemente.

Já falei aqui no blog sobre o que achava que era a resposta. Com o passar do tempo comecei a pensar mais que começava mais a perceber o que implicava "Educar para servir".

No entanto uma conversa recolocou-me o pensamento nisto, quando me disseram "Pedro eu não posso ir aos campos como tu para reequilibrar o ego/auto-estima".

Bateu-me... fiquei a pensar que realmente tenho imenso orgulho naquilo que faço, e logo por esta frase percebe-se que alimento o meu ego... FAZEMOS.

Empenho-me imenso, sou extremamente perfeccionista em muitas das coisas que faço, em particular nas que me dão gozo... e acabo por receber alguns elogios rasgados, que talvez de facto me equilibrem a auto-estima nas alturas de maior desgaste.


Talvez seja de facto uma das coisas que me motive...

... e provavelmente não devesse ser...

Pensamento posterior: Percebo cada vez mais, que pelo ambiente que vivo, as coisas complementares que faço, independentemente de porque as faço ajudam-me realmente a equilibrar a minha fé, em Deus e nas pessoas, e até descobrir o que realmente é importante para mim... parar para pensar simplesmente não basta... mas também percebo que faço isto por cada uma das pessoas que esteve lá...

sexta-feira, agosto 15, 2008

Céu vs Inferno


Teologicamente parecia difícil de explicar a existência de um inferno no mundo cristão.

Se Deus perdoa a todos, como é que os diferencia?

Não foi nada sinceramente que tenha pensado muito, mas já me tinha passado pela cabeça várias vezes, no entanto, numa conversa casual tive uma resposta inesperada "é pela liberdade, Deus dá liberdade de querer ficar com ele ou não".

Não sendo este um blog muito teológico, nem pretendendo ser, decidi aqui partilhar aqui a conversa porque me deu um ponto de vista que para mim não era nada óbvio.

Continuo a ter as minhas dúvidas sobre este modelo teórico...

...mas pelo menos isto veio acrescentar alguma coerência a ele.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Tolerância


Segundo o cristianismo, o perdão de Deus é infinito e estende-se a tudo o que possamos fazer.

Sendo cristão, mas não só por isso, tento agir assim... e até à alguns anos parecia-me relativamente fácil.. até que tive que me defrontar com a questão de até onde é saudável estender este perdão e tolerância...

Se alguém tem os mesmos erros sucessivos e é alertado para isso, é saudável começar a ignora-los, só para evitar a chatice?
Se não for, o contrário é, muito provavelmente, a saturação seguida do afastamento.

Hoje uma conversa deixou-me mesmo a pensar.. se realmente estou a tornar-me implicante, ou se realmente a situação geral me dá esse "direito". A maioria das pessoas à minha volta parece dar-me razão.. mas afinal estão à minha volta..

Enfim...

... à coisas que realmente deixei de tolerar e que me tiram do sério, talvez seja a idade...