sábado, dezembro 26, 2009

sexta-feira, dezembro 25, 2009

É tudo complicado?


Há aquela máxima que os filhos imitam o que vêem os pais a fazer, para o bem e para o mal.

Acho que não são só os filhos. Todos imitamos gestos, acções, palavras, comportamentos...

Uma das coisas que ultimamente tenho pensado sobre isto é se no caso da televisão, em filmes, telenovelas etc, imitamos ou somos imitados...

Irrita-me tremendamente ver novelas porque há momentos, logo no inicio da historia, em que bastava mais um gesto, mais sinceridade, ou qualquer outra coisa do género e não havia historia...

A grande questão é... aqueles momentos de suspense em que por exemplo, boy meets girl: boy likes girl, girl likes boy, boy doesn't say, girl doesn't say... they both go separe ways... são imitação da realidade? Ou são postos no enredo para o aumentar... ?

Como alguém diria provavelmente, como sou homem, acho as coisas simples, então opto pela segunda, são apenas uma maneira de aumentar o enredo.. até porque um filme de 3 horas não pode acabar depois de 10 minutos....

No entanto estas situações são consideradas clichés, normais até talvez... passam-se também na realidade...

Não sendo de todo um dos malucos da conspiração que acha que a televisão degrada a sociedade, (só a faz procriar menos... e não é piada, basta ver quando há furacões nos E.U.A. a natalidade a aumentar 9 meses depois devido à falta de electricidade.. google it)... acho que nos complica.

Não é normal boy meets girl, boy and girl like each other, the end. Penso é que pode faltar à frase anterior o "já".. "já não é normal".

Para além de me irritar, sinto como uma falta de criatividade crónica... de quem escreve, inovem, porque não ter boy meets girl e depois ficarem mesmo juntos logo... aposto que ia ficar muita gente de boca a aberta.. as tantas diziam "pois, isto só acontece nos filmes"...

Se num conto de fadas num filme épico é tão complicado como será na vida real...

Gostava de ver o que acontecia se o simples se tornasse o cliché... pelo menos uma coisa é certa, a qualidade dos guiões melhorava, pelo menos tinha inovação!


Acho que nos habituamos tanto aos clichés complicados que os trouxemos para a vida real, sem percebermos.

Mas claro, isto também pode ser a visão simplista de acções humanas...

...que por definição são complicadas, pelo menos para alguns...

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Pós Cristianismo


Ouvia há dias uma entrevista do José Rodrigues dos Santos na Antena 3, em que falava sobre o seu novo livro e alguns factos curiosos.

Segundo a sua opinião, a Europa vive numa fase pós-cristã, isto é, a maioria das pessoas já não é cristã no entanto os valores cristãos estão profundamente demarcados na cultura de tal modo que ultrapassaram a própria religião.

No seguimento da entrevista falou também de como existem poucas religiões que professam o pacifismo como base, nomeadamente o Cristianismo, (dar a outra face), e o Budismo.. todas as outras tem que não ser interpretadas à letra para o permitirem.

Se a primeira me pareceu ter alguma coerência a segunda já me parecia radical, no entanto, logo de seguida referiu um facto que desconhecia, dos países muçulmanos apenas a Turquia assinou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, sendo que os restantes recusaram afirmando que esta declaração é baseada na tradição judaico-cristã e não poderia ser admitida. Alguns motivos são a igualdade das mulheres e homens ou a possibilidade de cada um escolher a sua religião... que também não é aceite por todos.

Os países muçulmanos decidiram adoptar a Declaração dos Direitos Humanos do Cairo que afirma que "as pessoas tem direito à liberdade e a uma vida digna segundo a Shari'a Islâmica".


É interessante de perceber que mesmo quem se diz ateu está profundamente influênciado pelo contexto social religioso onde se encontra...

...mesmo achando que não...

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Igualdade


Penso bastante na justiça e igualdade.

No modelo actual social e económico que temos é praticamente impossível podermos dizer que há igualdade entre pessoas.

Logo à partida quando se nasce não se é igual.

Ou se nasce num local público ou privado, ou se tem roupa cara, ou não se tem nada para comer... as diferenças sociais e económicas dos progenitores tem uma influência à partida que é marcante.

Verdade seja dita, se alguém trabalha uma vida inteira não é também justo que possam dar aos seus descendentes uma vida melhor?

Acho que embora seja um principio que me parece lógico... se trabalhei uma vida inteira os meus descendentes poderem ter melhores condições, é o principal que vem a destruir logo de inicio as bases da igualdade... e que tal um mundo que dependesse muito mais de nós mesmos logo à partida?


Parece uma ideia comunista. No entanto, a ideia comunista, "tudo é de todos", não funciona muito bem... numa sociedade há todo o tipo de objectivos. Se existe quem é obcecado pelo sucesso profissional e decida a sua vida inteiramente a isso, existe também quem prefere trabalhar metade do tempo e viajar o resto...

Será válido classificarmos estas pessoas a um nível profissional/remunerativo igual? Parece-me duvidoso.

A segunda coisa prende-se com o "todos" e com o facto de geralmente um individuo sozinho ser esperto, mas um grupo desses mesmos indivíduos tender a ser mais burra no colectivo. Assim as decisões de massas para além de logicamente complexas possivelmente não serão as mais correctas.

Já pensei várias vezes num sistema ideal em que qual decisão a tomar apareceria num ecrã no nosso telemóvel ou computador, e diríamos sim ou não e a decisão seria tomada... mas verdade seja dita, quantos de nós após 10, 100, 1000 decisões começaríamos a puramente nem pensar no que votávamos.

A democracia actual nisso é bastante inteligente, ao usar a massa para escolher lideres que tomam decisões. A possibilidade de tomar decisões pouco reflectidas do grupo, por exaustão, esta limitada.

Mas mesmo ultrapassando isso, caso pensássemos na decisão, será que seriamos sempre qualificados para a tomar? Imaginemos que a decisão de ligar o acelerador de partículas que tanto se fala estava nas mãos do povo português. Seriamos qualificados para percebermos o que se fala ali?

Será isto falta de igualdade, ou capacidade de aceitarmos qualificações diferentes?


Pensando que é a segunda, concentrei-me então no que seria mesmo criar uma sociedade mais justa, neste sentido.

Parece-me lógico que a grande diferença a nível nacional e ate mundial provém da educação. Ela é a base de tudo. No entanto, logo à partida quem nasce numa familia pobre tem muito menos probabilidades de estudar numa boa escola, ou chegar à universidade.

A ideia de nascer e a partir dai, académica e profissionalmente os progressos dependerem exclusivamente de cada pessoa parece-me o objectivo mais justo.

Como fazê-lo?

O problema divide-se em vários sub-problemas: (qualquer um pode ser questionado na minha análise)

1º Uma família com elementos com alto nível de educação, pela sua postura e educação podem mais facilmente conduzir a uma tendência de estudo.

2º A capacidade financeira é decisiva no local onde estudam, e no apoio.. seja de material ou aulas extra.

A única maneira que vejo de criar isto é fazer depender as hipóteses exclusivamente de cada pessoa.

A capacidade académica seria a única decisora no local e tema do estudo pretendido... como separar isso da possibilidade financeira de cada família previamente... é uma questão interessante.

Embora com muitos problemas, interessante seria todas as familias contribuirem com uma percentagem dos ganhos igual para um bolo comum, que apoiaria os alunos. Cada aluno poderia escolher escola e receber uma percentagem do "bolo" consoante a sua capacidade académica.

Multiplos problemas surgem.. como a influência externa, (explicadores, ou ambientes familiares por exemplo)...

...mas também é apenas um pensamento...

La bella Roma!


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A nossa viagem...
...em modo digital!