segunda-feira, maio 31, 2010

Heineken - Marketing brilhante

terça-feira, maio 25, 2010

domingo, maio 23, 2010

LOST


The man of science became the man of faith.


Hoje acabou a série mais brilhante que já vi.

Mostrou-me que as perguntas são muitas vezes mais importantes que as respostas.

The End

domingo, maio 09, 2010

Math.random()



"I think I'm predestined to have free-will."


O que existe, "free will" ou "destiny"?

Isto é um dos tema de uma série que venero - LOST - mas foi também o tema de conversa num fim-de-semana de preparação de campo de férias para o verão.

Seremos máquinas que recebemos inputs extremamente complexos de tudo à nossa volta, e através do processamento desse input através da experiência vamos ter um output previsível?

Será que estamos perto, ou alguma vez estaremos de criar máquinas com poder computacional suficiente para receber todo o input igual ao que uma pessoa ao lado recebe, seja visual, auditivo, táctil, ou qualquer outro, e processar tudo isto, calculando qual é o output da pessoa? A atitude, o que vai dizer, o que vai fazer, o que está a pensar?

Muitas vezes julgamos-nos imprevisíveis: mas será isto devido à nossa complexidade ou à existência de um elemento de facto aleatório que nos torna imprevisíveis?

Em termos matemáticos segundo a Wikipédia "um número aleatório é um número que pertence a uma série numérica e não pode ser previsto a partir dos membros anteriores da série."

Um dos exemplos que actualmente presumo-se que é aleatório são os números primos, dai ser tão difícil calcular números primos enormes, dado não existe uma formula para saber qual é o próximo. Isto da-lhes um valor importante na encriptação de informação, informática, e em outros campos mas não é por isto que a conversa começou.

Caso o aleatório não exista, podemos assumir que mais tarde ou mais cedo poderemos construir algo que nos consiga prever. Não existindo nenhuma aleatoriedade, como Einstein dizia se "Deus não jogar aos dados" então somos totalmente previsíveis, ainda que muitissimo complexos, somos parecidos com as máquinas de estados: estamos num estado, recebemos um input, e enviamos um output.

Será que é apenas a complexidade a impedir a nossa visão do futuro?
Será o "ainda" não conseguimos a palavra chave?

Chamamos aleatório quando lançamos os dados, mas realidade pode apenas ser uma limitação dos nossos sentidos que nos previne de saber o resultado daquele lançamento, com aquela força, naquele sentido, com aqueles dados...

Até o que chamamos aleatório em computação não o é. É baseado no relógio, no momento em que é processado. Como é pouco previsível o momento em que será computado, e para um humano diria que é impossível ou perto... chamamos-lhe aleatório...


Será que a única e exclusiva coisa que impede actualmente alguém de saber o que vamos dizer ou fazer a seguir é a extrema complexidade de input que recebemos e a acumulação de inputs anteriores que nos influenciam...

Será que isto quereria dizer que não temos "free will"?

A maioria das pessoas provavelmente dirá que caso estas condições se verifiquem e formos totalmente previsíveis, sim.

Pessoalmente não vejo assim, a nossa liberdade não é posta em causa pela nossa previsibilidade. Embora todas as opções que tenha tomado pudessem ser previstas, continuam a ser minhas, fui eu na mesma que as tomei.

Essa própria opção torna-me quem sou, não me limita.


No entanto se assim for, há 1000 anos era possível prever que hoje aqui estaria a escrever isto, embora muitíssimo complexo devido à quantidade de interacções entre tudo o que me fez estar aqui.. basicamente as interacções de tudo, pessoas que se cruzaram com os meus antepassados, cães, gatos, plantas, o que comeu, o que viu, se comeu carne ou peixe...


Confesso que esta hipótese não me perturba. Acho que muitas vezes é bastante arrogante da nossa parte presumirmos que somos mais do que máquinas biológicas, independentemente da fé associada.


Caso de facto a aleatoriedade exista, nem consigo perceber bem as implicações. Muitos diriam que era a prova que a "free will" existe e não o destino.


Actualmente pelo que sei chegamos a um impasse físico, começou-se a observar que as particulas mais pequenas mudavam o seu comportamento a serem observadas... algo bastante estranho para alguém que não é físico.

Mas é esta coisa mesmo estranha que nos impede de prosseguir e perceber se aquela particula,



O bater de asas de uma borboleta em Tóquio...

...pode provocar um furacão em Nova Iorque *, a questão é... podemos prevê-lo?


* Frase famosa relativa à teoria do caos.

Quem achar este tema interessante pode ler sobre a experiência que muitos dizem que prova a inexistência de "free will" aqui.

domingo, maio 02, 2010

Verdade ou Felicidade?


"Não há felicidade senão com conhecimento. Mas o conhecimento da felicidade é infeliz; porque conhecer-se feliz é conhecer-se passando pela felicidade, e tendo, logo já, que deixá-la atrás. Saber é matar, na felicidade como em tudo. Não saber, porém, é não existir". - Fernando Pessoa


Durante este fim-de-semana tive uma reunião em que tivemos vários momentos de conversa que me levaram a algumas reflexões que provavelmente falei em outros posts, no entanto, uma das que ficou mais marcada na minha cabeça foi a conversa sobre o "duelo" verdade versus felicidade.

Começou com a hipótese de "o que farias se morresses e descobrisses que apenas existe um fim terrível e não uma pós vida bonita? Voltavas para contar e destruías a felicidade de meio mundo?"

Isto levou-me a uma questão muito profunda que me consome. No duelo verdade vs felicidade acho que é que a verdade que ganha dentro de mim na maioria das vezes. Isto reflecte-se na minha resposta:

"Claro que vinha. A felicidade deles seria falsa se acreditavam num pós-vida bom, presumindo que esse não existia. Era uma felicidade falsa também..."


Isto tem implicações complicadas. Primeiro que tudo depois de algum tempo percebi que é a repudiação do filme "A vida é bela", o que me deixou bastante confuso porque admiro imenso aquela capacidade da personagem para animar o filho.

Em termos de fé apresenta complicações grandes também. Eu posso ter noção que sou mais feliz tendo fé, mas como não consigo saber qual é a verdade fico sempre numa incerteza que me impede de ser mais feliz.

Continuei a minha resposta com "Não dizer a verdade seria egoísmo. Impedir as pessoas de decidirem com todos os factos".

A verdade é que não se chega nunca a uma conclusão absoluta.

A conclusão será sempre pessoal, na verdade é mais uma opção que uma conclusão.


Geralmente inclinado mais para o meu lado cientifico, portanto para a verdade, interrogo-me que se a escolher, tendo consequências para a minha felicidade isso será algo que no último suspiro que tenha não me vou arrepender..

Tal como Fernando Pessoa dizia:

"O homem vulgar, por mais dura que lhe seja a vida, tem ao menos a felicidade de a não pensar". - Fernando Pessoa

Será possível haver felicidade sem verdade? Embora me pareça bastante evidente que sim, incomoda-me... é.... falso!


O que vale mais para ti, a verdade...
...ou a felicidade?