quarta-feira, agosto 15, 2012

A educação



Muito se tem falado recentemente sobre a educação, sobre os custos, sobre as escolas, sobre os custos das escolas, sobre o privado, o público e o público no privado.

Antes de mais, este post é sobre a educação e não é politico-partidário.

Cada vez mais dou importância à educação, no fundo ela acaba por definir em grande parte quem somos. 

Surge então a questão, o que é uma boa educação? 

Esta pergunta é difícil de responder, prende-se com parâmetros que não são sempre iguais. Para uma família/pais um filho "bem educado" foca-se em ter boas notas; outros focam-se mais em ter preocupações de ambientais; outros em conseguir chegar onde quer, mostrando sempre que se é o melhor; outros em ser bom jogador de um desporto; outros dizem apenas ser um bom cidadão/pessoa.

Parece-me que a última poderia ser a base mais consensual, dado que o contexto que me cerca e onde vivo é Portugal.

Partindo da constituição:

"Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária." - Constituição Portuguesa


Portanto, a olharmos por estre prisma, um bom cidadão, "bem educado", será um livre, justo e solidário. 

No entanto a liberdade, justiça e solidariedade são aqui tão subjectivos que me parece uma falácia ir por este caminho.

Estes parâmetros parece-me que só poderão ser avaliados dum ponto de vista subjectivo, quase pessoal, mas baseado nos parâmetros sociais altamente mutáveis ao longo do tempo. No nosso caso baseados numa sociedade judaico-cristã, tendo cada individuo mais ou menos influências destes princípios, estando já parte deles diluídos num mundo em globalização.



Portanto parece-me importante definir antes de mais o que, pessoalmente, considero "educação". Por educação refiro-me ao "pacote" indivisível entre o que é ensinado e aprendido nas escolas, e da moral/ética subjacente à sociedade e família que é absorvida pelo individuo. 


Esta educação podemos argumentar que é altamente susceptível ao nosso meio sócio-económico e obviamente tem, pelo menos em termos escolares, força o argumento. No casos dos estratos sociais mais favorecidos, poderá a sua condição social ajudar o individuo (explicações p.e.).

No entanto, moralmente, não é por ter mais ou menos dinheiro que a moral/honestidade terá que falhar. Parece-me transversalmente possível. Mas tal como da educação escolar, a moral também tem pontos de fraqueza como consequências sociais, curiosamente, em estratos sociais que não são exactamente iguais...

As tentações de 'má conduta' são maiores em ambos os extremos da escala social: quando há muito pouco dinheiro e o sentimento de injustiça aumenta bem como quando há imenso dinheiro e poder e esse pode ser facilmente usado para os fins errados.


Portanto, como podemos enquanto pais dar uma boa educação transversal? 

Desde sempre deixamos grande parte da moral e ética como elemento secundário nas salas de aula, porque será algo que será passado pela família e poderá e é diferente. 

Não defendo que optemos por achar que a escola deve fazer tudo, e a familia deve ser uma mera observadora do desenvolvimento do individuo, parece-me no entanto que uma abordagem mista seria mais feliz.

Tanto a escola deverá fomentar pelo menos o debate ético e moral para além do ensino cientifico, como os pais devem esforçar-se pela educação nas suas várias componentes. 


Acho que estamos numa época que dizemos que a liberdade é tão importante, que evitamos debater posições diferentes. No entanto, acredito, que é deste debate que surgem as ideias e ideais mais fortes e coerentes, que foram trabalhados e moldados pela reflexão e exposição a outros diferentes.


Mas por agora, infelizmente, acho que vamos continuar a discutir apenas futebol e politica como treinadores de bancada, nos cafés. 

Até quando?

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