domingo, novembro 25, 2012

12 Angry Men


Vi hoje um clássico, de 1957: 12 Angry Men.

Tenho algum preconceito, ou melhor, alguma dificuldade em ver filmes a preto e branco. Mas este derrotou todas as dificuldades e preconceitos e entrou para o grupo dos que considero os melhores filmes que já vi.

A história é simples: 
Um jovem porto-riquenho é acusado de ter matado o próprio pai e vai a julgamento. Doze jurados se reúnem para decidir a sentença, com a orientação de que o réu deve ser considerado inocente bastando apenas que haja dúvida(s) sobre a sua culpa. Caso não haja dúvidas, sendo considerado culpado pelos 12 unanimemente será automaticamente condenado à pena de morte.

É também um dos poucos filmes que vi também o remake e achei que conseguiu, com a sua actualização para a nossa época, melhorar o filme. Muito provavelmente pelos estereótipos mais evidentes para mim que usou. No entanto, não ofusca  nem um pouco a obra prima que é o original!

Alias, ambos diferem em muito pouco. O guião será provavelmente 90% semelhante, sendo apenas actualizadas as personagens para a actualidade.

Foi também um dos poucos filmes que senti que seria o típico argumento para um livro.. e no entanto conseguiu ser magnificamente encaixado num filme. Sem precisar de grande acção, efeitos especiais ou algo assim. É simplesmente um texto brilhante.

Obrigado aos dois que me recomendaram!

sábado, novembro 17, 2012

iOS vs Android | Totalitarismo vs Anarco-Liberalismo?


[Disclaimer: A análise do post abaixo terá com certeza falhas nas suas analogias, mas pretende passar a "big picture" nas suas comparações de tendências empresarias vs tendências sócio-políticas]



Existe actualmente uma batalha interessantíssima no software para dispositivos móveis....e não, não falo de especificidades técnicas que sejam só perceptível para os geeks nem do degredo das patentes e dos processos em tribunal entre as maiores fabricantes.

Falo de:

Apple
com o seu iOS (sistema operativo dos iPhones e iPads e iPods)

vs Google (e seus "aliados") 
com o Android (sistema operativo dos telemóveis Android da Samsung, HTC, LG, Huawei, etc..)


O que é curioso pouco tem a ver com software ou hardware. Tem a ver com a lógica social que cada uma utilizou para disseminar o seu sistema operativo e do paralelismo que há entre esta luta entre empresas e filosofias com a sociedade em geral.

Uma analogia, um pouco leviana, mas que tem alguns fundamentos:

O iOS preconiza um sistema fechado, uma espécie de "totalitarismo do software" com regras rígidas:
A Apple define o software final do utilizador e como deverá ser integrado com o hardware. Tem também o lápis azul da censura nas aplicações da App Store, sendo elas pré-aprovadas, e só estando disponíveis as que a Apple aprova segundo a sua extensa guideline.

O Android preconiza uma espécie de anarco-liberalismo:
Por um lado tem uma fraca gestão central, com o software e hardware a serem definidos por companhias diferentes (Google vs Fabricantes de Hardware), sendo que os próprios fabricantes de hardware podem alterar, ou como eles gostam de dizer "customizar" o software. Para além disto, o utilizador, pode ainda depois de tudo isto, ter oportunidade de mudar grande parte do funcionamento. Este dois pontos fazem-me fazer achar que há uma parte anarquica neste metodologia. Por outro lado esta anarquia tenta que seja o mercado a definir para onde quer ir que seja ele a escolher o que é melhor, com os fabricantes a tentarem ter dispositivos para todos os preços e com e sem customizações, com mais e menos actualizações... o que cai bastante na definição de liberalismo: o mercado define o futuro.

Bom mas porque é que terão enveredado por cada um dos caminhos?
No inicio começou por haver a Apple. Como era a única a oferecer aquele tipo de smartphone e ecossistema de aplicações pode aplicar um sistema totalitarista como o descrito acima. Embora houvesse vários "players" anteriores (Nokia por exemplo), nenhum tinha aquele modelo que ganhou logo imensa tracção. Claro que não se deve descurar a filosofia base da Apple, que é consistente com este tipo de opção.

Já com a Apple bem implementada, veio a Google com um modelo semelhante. Sem dúvida que inspirado no modelo da Apple. Poderia dizer copiado, mas isso já depende da opinião. A Google, com um "player" já implementado, para ganhar mercado, optou pelo espectro oposto indo para um modelo mais populista. 

Isto é muito semelhante ao que acontece sempre que existem governos totalitaristas, logo a seguir tende a haver uma mudança para o espectro oposto. E resultou. Quem não gostava das políticas da Apple tomou o outro lado.

Também tal e qual acontece nos estados/governos, depois destes dois puxões para cada um dos lados, começa-se a tender para um meio termo. Em Portugal, depois do 25 de Abril, viramos para o Socialismo e Comunismo.. será que empresarialmente acontece o mesmo?


Do lado da Apple já se nota menos rigor na aceitação de aplicações na sua App Store.

E do outro lado, na Google, curiosamente o está lentamente a tentar sair da anarquia, para haver mais controlo para evitar por exemplo a fragmentação (muitas telemóveis com versões antigas do Android sem update para a mais recente). Um caso claro disso é os parceiros estarem a a assinar acordos para garantirem a actualização de software em cada device por 2 anos. Outra é quem desenvolve aplicações Android (através do seu SDK) passar agora a ter que aceitar uma cláusula a indicar que não pode fazer nada que aumente a fragmentação.

Tal como na vida em sociedade, há visões quase opostas de como devem ser feitas as coisas. 

Tal como na sociedade ambas resultam em termos parciais, e ambas tentam  chegar a uma espécie de meio termo (sempre tendo em conta que será o meio termo nos limites da sua política inicial).



Acho muito interessante continuar a seguir estas tendências para perceber se continuaram a seguir as tendências sociais, ou se eventualmente começaram a mostrar para onde essas tendências irão.

quinta-feira, novembro 15, 2012

Assim não vamos lá Portugal.



Mais informações sobre o vídeo neste post do Bitaites.

domingo, novembro 11, 2012

Porque não gosto da ironia?


Este post devia ter o titulo "Porque é que racionalmente acho que a ironia é negativa, mas emotivamente as vezes deixo-me levar e a uso". 

A verdade é que este post é em si pelo timing ironico, dado que o último que fiz (ontem) usou em força de ironia. No entanto foi isso que me relembrou que não acho que o deva fazer frequentemente, alias acho que devo minimizar o uso da ironia a níveis residuais. 

E porquê? 

Simples, a ironia, na minha opinião é uma forma não só de dar opinião mas geralmente de realçar a nossa superioridade. Criamos a ideia que concordamos com uma ideia que a pessoa ou grupo para quem nos dirigimos por vezes concorda, para logo a seguir a ridicularizar. 

Poderia até ser uma visão pessoa da sua utilização, mas uma consulta à Wikipédia deu-me a seguinte definição: 

A ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. Na Literatura, a ironia é a arte de zombar de alguém ou de alguma coisa, com vista a obter uma reacção do leitor, ouvinte ou interlocutor. - Wikipédia


Todo o ser humano quando se sente atacado, tenta proteger-se e creio que a ironia faz com que a pessoa ou pessoas para quem falamos em vez de sentirem o argumento como uma opinião sentem como um ataque inesperado. Logo se fecham em defesa ou contra-atacam como qualquer animal que se sente de subito encurralado sem estar à espera. 

O argumento perde em si parte da força pela conotação de superioridade que lhe damos. 

Se o objectivo era ridicularizar algo, tivemos sucesso.
Se o objectivo era realmente dar uma opinião a alguém, com o objectivo dela o ouvir e até poder mudar com ele, geralmente falhamos. 

A ironia que pode ter muita utilidade no humor, parece-me então uma forma fraca de dialogo ou de transmissão de ideias.



Embora as vezes emotivamente caio no erro de ser irónico. Como com todos os que a usam é num sentido de superioridade, achando que obviamente a minha visão, ideia ou mentalidade é a correcta. Parece-me racionalmente que é um erro profundo. Infelizmente vejo socialemente cada vez mais este estilo a ser usado...

sábado, novembro 10, 2012

O Amor (segundo Hollywood)


O amor é algo que surge só num olhar. As pessoas cruzam-se na rua, e pronto, já está. Nem é preciso conhecerem-se, podem ter gostos radicalmente diferentes, e até ter opiniões radicalmente contrárias, mas se o primeiro olhar na rua foi fulminante está feito.


Vão começar uma relação que só irá terminar no amor eterno. Entretanto, até lá chegarem a sua relação vai ter problemas imensos de comunicação, normais claro, até porque quem ama à primeira vez também não está muito habituado a entrar em conversas, é mais de acção. Acção como quem diz, sexo, muito e rápido, quanto mais rápido melhor.


Nenhuma das pessoas vai falar com a outra sobre os problemas da relação, vão falar com amigos, alguns deles mútuos que vão criar situações para que as coisas se resolvam e por magia do amor elas vão resolver-se. 

É portanto fundamental que independentemente do motivo e do número de vezes que uma relação seja terminada por uma ou ambas as partes, se tente tudo para que a relação recomece. 

Entretanto, geralmente para dar emoção à coisa, pelo menos uma das pessoas deve abdicar não só do orgulho mas também do amor próprio, porque todas as relações que (re)começam com alguém a abdicar de si mesmo vão obviamente resultar. Houve um esforço que só pode resultar nisso!

Toda a gente sabe não podemos ser sinceros no amor, tem que se guardar as coisas para si, e só dizer num momento de emoção fulminante, onde ambos choram. Só no limite é que se faz isso. 

É óbvio também que se tem que estar sempre aberto para o amor. Mesmo que se esteja numa relação.. nunca se sabe quando um amor verdadeiro vai realmente aparecer. Até porque quando alguém trai alguém duma relação anterior para começar outra connosco, que é esta sim de amor verdadeiro, nunca nos irá trair. Afinal este é o amor verdadeiro.

É também claríssimo que no amor não abdicamos de nada. Somos exactamente igual a antes. 

No amor não há monotonia e geralmente é tudo espectacular. No amor há também pouca conversa, porque o outro sabe exactamente o que nós pensamos, por isso nem é preciso falar.



Nunca esquecer: a beleza é o mais importante. A personalidade gere-se com o tempo. Podemos moldar a pessoa até aos nosso ideais.... 



O ironia também se usa em Hollywood... mas neste caso foi usada por mim. No fim de contas acho mesmo é que no amor de Hollywood há pouco ou nenhum amor. Infelizmente é este "amor" que muita gente procura e vive...

quinta-feira, novembro 08, 2012

A minha visão política - Parte 1


I have come to the conclusion that politics are too serious a matter to be left to the politicians. 
- Charles De Gaulle


Esta também a minha opinião. Não é um atestado de incompetência, mas uma exultação a que todos intervenham no destino da sua própria aldeia, cidade e país. 


Para se poder fazer isto mesmo defendo que se deve saber do que fala. Portanto tenho-me tentado informar o máximo possível sobre as várias correntes filosófico-políticas, e apresento aqui a minha visão pessoal.

Tentei ir aos fundamentos, acho que a história tem um valor importantíssimo para formar opinião sobre o que quer que seja. Assim sendo, foquei-me na história da Europa e andei para trás até chegar a uma base que me pareceu um bom ponto de partida. Esta foi o nomadismo, a "política" dos povos nómadas, que não tinham "morada" fixa, eram normalmente caçadores-recolectores ou pastores. Pareceu-me pouco relevante para os dias de hoje, portanto segui para o que o  teórico escocês do Iluminismo, Lord Kames diz que sucede lhe sempre, o feudalismo.

O feudalismo, já se aproxima um pouco mais do que conhecemos hoje: o rei "oferece" terras aos senhores feudais em troca de lealdade militar. Os senhores feudais por sua vez põem os terrenos a serem cultivados pelos camponeses que por esse serviço têm uma parcela de terra onde podem morar e protecção contra ataques bárbaros. Estes tinham de dar ao senhor feudal parte das suas colheitas e geralmente ainda tinham que dar 10% como dízima à igreja.

Era portanto um sistema que criava classes sociais claramente diferenciadas, numa aristocracia. Existiam 3 classes:  nobres , o clero e os servos. Era muito rara a mudança de classe de um individuo. O nascimento determinava a classe à partida.

Foi um período em que se considera que houve fraca inovação tecnológica, presumivelmente porque os servos não tinham estimulo para produzir mais: o excedente seria tomado pelo nobre que era dono do seu feudo.

O feudalismo caracteriza-se pelo poder descentralizado, por uma economia baseada na agricultura de subsistência, trabalho servil, economia amonetária e sem comércio, onde predomina a troca. No entanto já se vê um aumento da organização do poder instituído do nomadismo para o feudalismo de uma maneira bastante acentuada. A propriedade privada assume um papel muito mais preponderante na sociedade.

Com a chegada à Idade Moderna (séculos XVI ao XVIII) surge o mercantilismo, tendo sido acompanhado por uma autonomia da economia frente à moral, religião e política, ruptura feita por meio dos conselheiros dos governantes e comerciantes. Com ela surgiu a ideia do Estado-nação e o fim da ideologia económica do cristianismo (crematística), inspirada em Aristóteles e Platão, que recusava a acumulação de riquezas e empréstimos com juros.  A pretensão mercantilista era que o mercado fechado (local) fosse substituído pelo mercado nacional e a medida de valor e meio de troca passasse a ser o ouro (em vez da troca directa mais comum no mercado fechado (metalismo). Era também incentivada pelos governos considerados mercantilistas, a manufactura, dado que se sabia à partida que a sua exportação daria mais lucro que a venda simples de matéria prima.

O Estado opta também por uma política proteccionista, aplicando taxas alfandegárias para favorecer a exportação, desfavorecendo a importação com o objectivo de manter a balança económica positiva. Isto era especialmente importante porque se considerava que o volume comercial mundial era inalteravel, ou seja o ganho de um teria que implicar a perda de outro.

O mercantilismo esteve muito ligado à época colonial, apontado para que as colónias só fizessem trocas comerciais com as suas respectivas metrópoles. O objectivo da metrópole era simples, vender caro e comprar barato.

O mercantilismo olhava para a intervenção do Estado como o meio mais eficaz para o desenvolvimento económico, tendo como tendência o fortalecimento do Estado no exterior. A riqueza privada é  considerada simplesmente um meio para o Estado em si enriquecer, estando este sempre acima do indivíduo.

O mercantilismo começou a entrar em declínio com as obras liberalistas que falarei a seguir, onde Adam Smith, na sua obra "A riqueza das nações", critica o mercantilismo com dureza, qualificando-o como uma "economia ao serviço do Príncipe".


As chamadas Revoluções Burguesas viriam alterar o paradigma, e introduzir o capitalismo...

Ora antes de mais é importante definir o que é o capitalismo, palavra tão utilizada hoje em dia mas que nem sequer tem consenso exacto na sua definição. Segundo a nossa amiga Wikipédia, uma definição possível de capitalismo é: "um sistema económico em que os meios de produção e distribuição são de propriedade privada e com fins lucrativos; decisões sobre oferta, procura, preço, distribuição e investimentos não são feitos pelo governo, os lucros são distribuídos para os proprietários que investem em empresas e os salários são pagos aos trabalhadores pelas empresas". 

Curiosamente, o capitalismo é um nome que muitos consideram pejorativo  indicando que se deve chamar liberalismo dado que é o nome que os seus criadores, John Locke e Adam Smith, lhe deram.

Geralmente o sistema liberal implica, segundo grande parte dos economistas, que o governo não tem controlo sobre os mercados (laissez faire) nem sobre os direitos de propriedade. Os economistas políticos realçam nele a propriedade privada as relações de poder, o trabalho assalariado e as classes económicas. 

Embora a própria visão seja algo subjectiva, há algum consenso sobre o incentivo desta filosofia politica ao crescimento económico, aumentando simultaneamente as diferenças económico-sociais.

Este consenso prende-se com dados empíricos, dado que entre os anos 1000 e 1820 a economia mundial cresceu 6 vezes (0,5 vezes por pessoa). O crescimento acentuou-se ainda mais de 1820 a 1998 sendo de 50 vezes (9 vezes por pessoa).

Friedrich Hayek, ao descrever o liberalismo, aponta para o carácter auto-organizador das economias que não têm planeamento centralizado pelo governo. Muitos, como por exemplo Adam Smith, apontam para o que se acredita ser o valor dos indivíduos que buscam seus interesses próprios, que se opõe ao trabalho altruístico de servir o "bem comum". Estas teorias chamam atenção para os direitos dos indivíduos e grupos para agirem como empresas na compra e venda de bens, terra, mão-de-obra e moda num mercado livre apoiados por um Estado que força os direitos da propriedade privada.

Existem várias visões sobre qual deve ser a interferência do Estado, de acordo com Gregory Mankiw, a intervenção governamental pode melhorar os resultados do mercado em condições de "falha de mercado", ou situações em que o mercado por si só não aloca recursos de forma eficiente. 

Um exemplo de falha de mercado é a poluição do ar, por exemplo, é uma externalização negativa que não pode ser incorporada em mercados, visto que o ar do mundo não é propriedade e consequentemente, não é vendido para uso dos poluidores. Então, muita poluição poderia ser emitida e as pessoas não envolvidas na produção pagam o custo da poluição, em vez da empresa que, inicialmente, emitiu a poluição do ar.

Mas existem bastantes críticos da teoria da falha de mercado que alegam que as políticas governamentais não são de todo perfeitas e que por vezes pequenas falhas de mercado, geram quando tentam ser corrigidas por um governo enormes falhas governamentais. 

Tudo isto fez com que Adam Smith argumentasse a favor do livre produção, mercado e recursos, defendendo que existirá com isso uma melhor disponibilidade de alimentos, habitação, vestuário e cuidados de saúde bem como a diminuição do número de horas trabalhadas por semana e a diminuição da participação das crianças e dos idosos no mercado de trabalho.



O "argumento final" do capitalismo é então que dado as oportunidades que oferece para o individuo de aumentar o seu "income" através de novas profissões e empreendimentos económicos este é muito mais benéfico e tem mais potencial que qualquer sistema tribal, feudal ou socialista.

Do outro lado da "barricada" está o inevitável Karl Marx, provavelmente um dos homens mais revolucionários de sempre...



[Continua...] 

segunda-feira, novembro 05, 2012

Think outside the box

Durante uma conversa há pouco tempo, ouvi dizerem que não gostavam do conceito "think out of the box" porque a cabeça não é uma caixa, portanto a frase não tinha sentido.

Tive curiosidade e fui ler de onde veio o termo.. 

Embora as origens sejam relativamente obscuras, existe algum consenso sobre o termo estar muito associado a um puzzle topográfico chamado "nine dots puzzle". Este puzzle:



Este puzzle é um desafio intelectual que consiste em tentar unir todos os 9 pontos desenhando apenas 4 linhas rectas, sem levantar a caneta do papel.

A resolução é fácil, e a frase "think out of the box" é a solução em si para ele. O puzzle parece difícil porque geralmente limitamo-nos à área definida pelos 9 pontos, uma espécie de barreira invisível.. mal deixamos de a ter em consideração, chegamos a algo simples como isto:





A solução generalizou uma frase que representa o conceito de pensar fora dos paradigmas comuns.

Podem ler mais na nossa amiga Wikipédia.

sábado, novembro 03, 2012

World Peace Games

Se tivesse que definir este blog diria que é mais filosófico ou ideológico e menos político. As "tags" ou etiquetas dizem bem isso, em mais de 9 anos só existe um post com "política". 

Hoje será o meu segundo duma série de vários que nasceram de uma reflexão política que tenho feito e que falarei num próximo post.

Por agora, queria partilhar aqui um vídeo de uma TED Talk que acho que mostra o que é a política na forma mais pura. Não tem filosofia explicita, não tem Marx, não tem Comunismo, Fascismo ou Socialismo, tem apenas democracia e crianças, o resto é jogo. 

Chama-se World Peace Games e foi criado por um senhor chamado John Hunter.

Não vale a pena explicar muito mais, o vídeo fala por si...
(não se desinteressem que o inicio do vídeo é mais sobre a vida do John Hunter e ele a explicar que ele é uma construção da vida e de todos os seus professores... logo depois vem o "nosso jogo").




Tenho pena de não ter tido um professor e um jogo assim. Acho que os adultos (caso jogassem isto com a seriedade dos mais novos), teriam tanto a aprender como eles...

Espero conseguir que, um dia, os meus (futuros) filhos o joguem...

sexta-feira, novembro 02, 2012

Ph.D



Há algum tem que me perguntava de que era o acrónimo de Ph.D, o equivalente ao nosso Doutoramento. Fui pesquisar e como quase sempre a resposta foi muito interessante, segundo a nossa amiga Wikipédia:

"Doctor of Philosophy, abbreviated as Ph.D., PhD, D.Phil., or DPhil in English-speaking countries and originally as Dr.Philos. (for the Latin philosophiae doctor or doctor philosophiae)"
As referências continuavam indicando que é um grau académico, conhecido como "Doctorate of philosophy", e que ao contrário do termo "filosofia" como o usamos hoje apenas se aplicar à filosofia em si, na sua origem Grega este significava "amor pela sabedoria". 

Em quase toda a Europa todos os campos de estudo tirando a teologia, direito e medicina eram conhecidas como "filosofia".


A filosofia é de facto a mãe de todas as ciências.