sábado, maio 11, 2013

Teorias da Animação - Em busca de locais


Cada ponto azul do mapa acima indica um local onde os Campinácios já fizeram pelo menos um campo.

São imensos pontos, espalhados pelo país. Como fomos parar a tantos sítios?


Simples, somos activos a procurar locais. Dedicamos fins-de-semana simplesmente a procurar novos locais, e as vezes temos sucesso. Recentemente fazemos isso com frequência, porque após fazermos campo num local e ele ficar limpo, sem silvas, sem mato, todo arranjado ou as pessoas da zona passam a utiliza-lo e ele deixa de ser viável para nós ou com o avançar da "civilização" cada vez mais locais com a natureza ainda "virgem" são destruídos... 

E como se descobre um novo local?

Primeiro que tudo é preciso ter gosto. Procurar locais não é uma ciência exacta, e facilmente será frustrante se não se gostar de andar pelo país a conhecer sítios remotos (e alguns incríveis) no meio do mato. 

Onde? 
A preparação é imprescindível, como o rio é essencial para nós, a primeira coisa a procurar num mapa é por rios, e tendo por exemplo o caudal de algum sitio onde se fez, poderá pelo mapa se perceber se é um rio demasiado grande ou não para o que desejamos. 
As cartas militares, para quem as sabe ler, oferecem mais alguma informação bastante importante que é a inclinação nas margens do rio. Um rio que só tenha escarpas à volta não tem grande interesse. Uma zona que também já está saturada de locais também será mais complicada de obter um novo.

Portanto com toda esta informação, e com alguma aleatoriedade, optamos por um rio/zona... 

O que levar?
Dá sempre jeito levar uma carta militar da zona e um GPS.

Outra coisa mais opcional é um fato de banho e sapatos de água.. sempre podemos experimentar a zona de banhos :-D

Como?
A primeira coisa que fazemos ao rumar para essa zona é tentar ir para uma aldeia e visitar o "café central" ou os bombeiros. Lá apresentamo-nos e explicamos o que andamos à procura, e perguntamos se conhecem algum local com as características que precisamos: privado, com rio, com uma zona plana grande para 60 pessoas e tendas e outra zona com sombra para estarmos durante a parte quente do dia. Para além disso deve ter acesso viável até lá de carrinha. Pode ter mato, silvas, ou árvores a mais que nós limpamos, e até pode ser o nosso "pagamento" ao dono.

Geralmente as pessoas nunca percebem bem o que queremos, e levam-nos a sítios que não valem a pena. Mas 1 em 10 as vezes é bom. E mais, ao falarmos com elas já obtemos informações também da zona, sobre a direcção a tomar, e ficamos com contactos caso descubramos um local e depois precisemos de saber  o dono. 


A partir dai é andar e andar.. acompanhar de carro o rio por uma das margens, e sempre que houve uma entrada para próximo dele, entrar de carro, e depois se for necessário a pé até chegar ao rio e ver se é viável.

90% dos sítios que vemos não servem, e geralmente não é por muito.. ou é perfeito mas fica ao lado de uma praia fluvial, ou é um terreno público e portanto não poderemos usa-lo porque não podemos garantir que pessoas estranhas não vão para lá, ou não tem acesso de carrinha até perto...

Gerir expectativas
Com o passar do dia começa a haver alguma frustração, e começamos a ter um olhar menos exigente.. a carrinha não vai lá, mas o local é mesmo bom ou o rio é muito baixo mas também não é preciso ser muito mais alto... Isto é normal, mas também com a experiência nestas viagens passamos a saber gerir isto e a saber que simplesmente poderemos não encontrar um local gastemos 1 dia, ou 2 ou 3 à procura exactamente porque isto não é uma ciência exacta.

Encontramos um local... e agora?
Agora é preciso descobrir quem é o dono.. a maneira mais fácil é ir às pessoas que vivem perto perguntar de quem é o local. Caso elas não saibam vamos ter que perguntar na Junta de Freguesia ou Câmara. Podem explicar através de referência onde é o local, mas as coordenadas dele também podem ajudar bastante ou mostrarem no mapa.
O que pode acontecer, menos frequentemente, mas pode é não se encontrar o dono do local. E novamente há alguma frustração do "local perfeito" que não achamos o dono. Quase tão frustrante é quando temos um local, sabemos qual é dono e ele não aceita que sejam lá feitos campos. Não desanimar é o mote.

Conseguimos local e o dono concorda!
Parabéns. Isso é mesmo raro, e provavelmente implicou não desanimares durante algum tempo até o achares. É agora altura (depois de tratares das licenças na Câmara, GNR e Delegado de Saúde), de desfrutares.

Encontramo-nos por esse Portugal!

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